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Notícia de Política

Com Tebet e Priscila, representatividade feminina deve dar o tom à chapa encabeçada por Raquel

Publicado em: 14/06/2022 22:30

 (Foto: Rômulo Chico/DP)
Foto: Rômulo Chico/DP

Representando o palanque da presidenciável Simone Tebet (MDB) em Pernambuco, a pré-candidata ao governo Raquel Lyra (PSDB) tem dado sinais que deve ampliar a representatividade feminina em sua chapa. As expectativas é que a deputada estadual Priscila Krause (Cidadania) ocupe o espaço da vice na majoritária encabeçada pela tucana.  “Eu acho que o povo quer”, frisou a ex-prefeita em entrevista ao Diario, após participar do programa “Seja Leve”, apresentado por Claudia Molinna, na Rádio Clube AM. A tucana também conversou sobre diálogos com o MDB em Pernambuco e planos para combater a desigualdade social no estado.

 

Amiga e aliada de Raquel Lyra, a deputada Priscila Krause, ao sair do DEM, em novembro de 2021 – após a sigla decidir se unir ao PSL para formar o União Brasil -, partiu em apoio à candidatura da ex-prefeita de Caruaru. Antes mesmo de Raquel assumir a entrada na disputa, Krause já anunciava que Pernambuco precisava ser governado pela tucana. Com a pré-candidatura de Lyra confirmada, a parlamentar passou a ser cotada para compor a chapa majoritária, mas ainda sem um lugar definido. Contudo, o mistério sobre o assunto parece estar perto de ter fim.

 

Apesar de afirmar que tem o tempo a seu favor e pedir paciência, Raquel Lyra quando questionada pelo Diario sobre a possibilidade de o Palácio do Campo das Princesas ser comandado por duas mulheres em 2023, não negou: “Eu acho que o povo quer”, revelou dando a entender que Priscila pode sim ocupar a vaga da vice. Com isso, a chapa de Lyra passaria a contar com a imagem de três mulheres (Raquel, Priscila e Simone Tebet), reforçando a representatividade feminina na disputa eleitoral no estado. “Pernambuco quer mudar, todas aa pesquisas de opinião pública indicam que o governo de Paulo Câmara é o pior da nossa história”, criticou Raquel.

 

MDB

 O PSDB, que antes contava com candidatura própria para disputar o Palácio do Planalto, agora apoia o nome da senadora Simone Tebet, depois que o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) abriu mão de sua pré-candidatura. Apesar da aliança nacional firmada entre MDB e a legenda tucana, em Pernambuco o partido de Tebet integra a Frente Popular, arco de alianças comandado pelo PSB, rival político da ex-prefeita. Em meio a esse cenário, Raquel Lyra já tem se movimentado no intuito de angariar apoio da legenda emedebista.

 

Recentemente a tucana conversou por telefone com o presidente regional do partido, Raul Henry (MDB), e declarou que as portas do PSDB estão abertas.  “Raul é presidente do partido, temos que respeitar o posicionamento de cada um. O que eu disse é que não seria empecilho pra aliança nacional com Simone Tebet”, comentou. “Nossa pré-candidatura está mantida e se no futuro houver chances de aliança com o MDB em Pernambuco nosso partido está aberto”, declarou.

 

Políticas públicas

Outro ponto debatido pela tucana foram seus planos de governabilidade caso vença as eleições. Após as fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife (RMR) e o Agreste pernambucano, o debate sobre a luta contra a desigualdade social foi fortalecido entre os pré-candidatos ao governo. Dentro da temática, dois pontos importantes precisam ser levados em consideração: raça e gênero, tendo em vista que pessoas negras e mulheres são os principais alvos das desigualdades que atravessam o estado.

 

Para Raquel, a criação e fortalecimento de políticas públicas é um caminho importante para tentar reverter o cenário. “Nós temos uma desigualdade racial histórica, isso é indiscutível”, comentou a pré-candidata mencionando as cotas raciais como um exemplo de ação afirmativa que busca combater as discrepâncias. “A gente tem que sempre construir política pública para poder permitir que as pessoas que historicamente sofreram com desigualdade tenham acesso à oportunidade”, afirmou.

 

“São mulheres, negros e negras, populações quilombolas, indígenas, a gente tem que criar política pública específica (...) e, sobretudo, política afirmativa. Pra mim, é indiscutível isso”, finalizou.

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