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Notícia de Política

ELEIÇÕES

Bolsonaro usa a Mega-Sena para explicar a 'apuração simultânea' em eleições

Publicado em: 13/06/2022 21:10

 (Foto: Alan Santos/PR)
Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender o que chamou de "apuração simultânea", e rebateu o que foi dito pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin. Fachin afirmou neste domingo (12/6) que já existe uma contagem simultânea de votos. Já o chefe do Executivo, para exemplificar seu ponto, comparou o que chamou de “apuração simultânea” com o sorteio dos números da Mega-Sena.

“Olha, se não tem problema, por que não fazer uma apuração simultânea? [...] Você pode ver, como é feita a apuração, por exemplo, da Mega Sena. Essa apuração encerra às 19h. A apuração, não. As apostas. Então está lá dentro do computador milhões de apostas. Aquilo é feito um back up, vai para outra sala. Depois, se sorteia os números. Então, se alguém quiser inserir em um dos lados um bilhete premiado não vai conseguir, porque vai ter que botar na outra sala também. Apuração simultânea é isso”, exemplifica Bolsonaro.

Posição de Fachin
Em resposta ao tema, Fachin não citou o nome do presidente Bolsonaro. Na ocasião, ele afirmou que a Comissão de Transparência Eleitoral (CTE), liderada pelo TSE, não aceitou a proposta que teria sido feita pelas Forças Armadas, de viabilizar um mecanismo para a contagem simultânea dos votos.

“A crítica é indevida. Disse ontem, dia 12, a alta autoridade que ‘a apuração simultânea de votos foi uma alternativa ‘muito importante’ que ficou de fora’. Com o devido respeito, há um erro de informação. Quem questiona demonstra apenas motivação política ou desconhecimento técnico do assunto. Refiro-me agora especificamente a uma entrevista de alta autoridade da República em que menciona não ser possível contagem simultânea de votos”, disse Fachin.

Bolsonaro disse na tarde desta segunda-feira (13/6) que “ninguém é dono da verdade” e ressaltou que o último item do ofício do ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, enviado a Fachin, é justamente que “não é bom que se realize eleições com manto da desconfiança. A apuração simultânea afasta esse risco. A gente nem fala mais em voto impresso. [...] A apuração simultânea que desvenda, no meu entender, qualquer possibilidade de alguém, não estou dizendo o TSE, tentar alterar os números”, disse.
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