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Notícia de Política

ELEIÇÕES 2022

Bolsonaro critica Lula por pedir soltura de sequestradores de Abílio Diniz

Publicado em: 20/06/2022 19:30

 (Foto: Sílvio Ávlia e Patrick T. Fallon/AFP)
Foto: Sílvio Ávlia e Patrick T. Fallon/AFP
O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira (20) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter pedido soltura dos sequestradores do empresário Abílio Diniz ao então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) em 1998. Lula revelou o pedido em discurso na última sexta-feira (17) em Maceió, Alagoas.

"Por que o Lula tocou nesse assunto, alguém tem ideia? Ele deu um recado para todos os narcotraficantes e bandidos do Brasil que: 'estamos juntos'. Entenderam? É só isso aí", disse Bolsonaro em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (20). Um vídeo com a fala também foi divulgado nas redes sociais do presidente.

"Ele [Lula] contou da história que estava com pena de dez meninos que foram presos", continuou o presidente. "Tinham sequestrado uma pessoa, há 60 e poucos dias, depois tinham sequestrado o Abílio Diniz. Havia um pedido de resgate de R$ 30 milhões para o Abílio Diniz. E daí [Lula] falou que esses meninos cometeram um equívoco. Um sequestro, um sequestro é planejado pessoal, ninguém diz 'ah, vou sequestrar o João ali', ele vê quem é o João, onde o João Mora, a rotina da vida dele", completou Bolsonaro.

Fala polêmica

Na última sexta-feira (17), durante discurso em Maceió, o ex-presidente Lula afirmou que procurou FHC em 1998 para pedir a soltura dos sequestradores de Abílio Diniz, presos há dez anos na época, que tinham começado uma greve de fome. Eles pediam a transferência dos nove estrangeiros aos seus respectivos países — Chile, Argentina, Canadá — e indulto ao único brasileiro no grupo.

“Esses jovens, tinha argentinos, tinha gente da América Latina, ficaram presos dez anos. Teve um momento que eu fui conversar com o Fernando Henrique Cardoso porque eles estavam em greve de fome e iam entrar em greve seca, que é ficar sem comer e beber. A morte seria certa. Aí, então, eu fui procurar o ministro da Justiça, chamado Renan Calheiros”, disse Lula. Segundo o ex-presidente, FHC concordou em libertar os presos. 

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