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Notícia de Política

ELEIÇÕES

Bolsonaro tenta reverter desvantagem eleitoral no Nordeste

Publicado em: 06/05/2022 08:17

 (Foto: EVARISTO SA / AFP)
Foto: EVARISTO SA / AFP
Na busca pela reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta reverter a desvantagem eleitoral no Nordeste, onde o rival petista tem mais intenções de voto. Ao entregar obras de transposição do Rio São Francisco, em Itatuba (PB), o chefe do Executivo disse que estava libertando os moradores "da escravidão do carro-pipa".


O empreendimento "Vertente Litorânea", inaugurado, ontem, por Bolsonaro, faz parte do conjunto de ramificações para levar água às localidades da região e foi iniciado em 2007, ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar de a transposição do Rio São Francisco ter começado há mais de 10 anos, as obras continuaram durante as gestões dos ex-presidentes Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), que chegou a inaugurar o começo do Eixo Leste em 2017. Bolsonaro também entregou, em 2020, parte do funcionamento do Eixo Norte.

"Isso vai deixando de ser uma política que visava apenas ganhar eleitores. Cada vez mais, nós damos liberdade a todos vocês", discursou o chefe do Executivo. Ele atacou as gestões anteriores, dizendo que o que foi roubado daria para fazer 67 transposições do rio. "Como se desviou no nosso país. (...) O nosso governo, em três anos e pouco, tem concedido muitas obras que não foram concluídas por má gestão ou desvio de recursos", afirmou.

Bolsonaro também disse ser "uma satisfação muito grande comparecer ao 'meu Nordeste'". "Dos meus 23 ministros, sete são nordestinos. Por exemplo, me acompanha aqui o paraibano Marcelo Queiroga (titular da Saúde)", acrescentou.


Segundo as pesquisas de intenção de voto, o presidente acumula altos índices de rejeição na região. Na última pesquisa Datafolha, do mês passado, Lula era preferido por 55% dos entrevistados, ante 20% que optavam por Bolsonaro.

Corrupção
 
No discurso na Paraíba, Bolsonaro fez um ajuste no discurso de que o governo não tem corrupção. Ele afirmou que não há "denúncias consistentes".

"Nosso governo, até o momento, não tem apresentado desvio de recursos, não tem denúncias consistentes sobre corrupção. E digo mais: se aparecer, nós ajudaremos a identificar os possíveis culpados para que a Justiça decida o seu destino", sustentou.


Nos últimos meses, surgiu uma série de denúncias que atinge o governo. Caso, por exemplo, do Ministério da Educação, em que pastores evangélicos integrariam uma espécie de gabinete paralelo na pasta, com cobrança de propina para a liberação de recursos a municípios. As suspeitas levaram à queda do então ministro Milton Ribeiro.
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