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Notícia de Política

FUNCIONALISMO

Bolsonaro diz que 'alguns' o aconselharam a não dar reajuste a servidores

Publicado em: 29/04/2022 13:25

 (crédito: Isaac Nóbrega/PR)
crédito: Isaac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro (PL) justificou, nesta sexta-feira (29), o impasse relacionado ao reajuste de 5% aos servidores públicos federais, afirmando estar de “mãos atadas”. Na linha das críticas ao percentual de aumento, o chefe do Executivo explicou que “alguns” o aconselharam a não dar reajuste algum.

"Parece que desagrada a todo mundo [conceder o reajuste de 5%]. Alguns falam, então dá zero. Não pode fazer isso aí, tem muita gente que, se for nessa linha, 5% interessa a eles. Nos dois últimos meses, a inflação passou de 3%, o negócio está pegando pesado para todo mundo", disse Bolsonaro, em entrevista à rádio Metrópole, de Cuiabá (MT).

"Como vai se comportar a Polícia Federal? Vai dizer que é contra? Entrar em greve? Peço a todos que estão me ouvindo: se coloquem no meu lugar, apresentem alternativas", argumentou o presidente.

“Reservamos R$ 1,7 bilhão para reestruturar PF, PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Depen (Departamento Penitenciário Nacional ). Até aí, tudo bem. O estudo vazou e outras categorias importantes para o Brasil, não quero citar, começaram a ameaçar o governo: ‘Vamos parar o Brasil se não tiver pra todo mundo’. Apareceu o primeiro grande impasse nessa questão, são categorias que podem, sim, parar o Brasil. Receita, Banco Central, seria um problema sério”, disse Bolsonaro. A escolha da categoria em detrimento das outras gerou uma onda de insatisfação no funcionalismo, incluindo os servidores do Banco Central e os fiscais da Receita Federal.

A fala vai na esteira da reserva de R$ 1,7 bilhão no Orçamento da União de 2023 para reajuste às forças policiais. “Chamei o ministro Anderson (Torres) e disse ‘como resolvemos isso?’ Tinha chance dessa medida provisória cair no STF (Supremo Tribunal Federal), porque eu poderia estar privilegiando duas categorias, em especial PF e PRF, que são simpáticas à minha pessoa”, explicou.

“Não sou dono da caneta BIC pra solucionar esse problema. Não é apenas o parlamento brasileiro. No momento, é impossível fazer ajuste nesse sentido. Estou aguardando, agora, sugestões de vocês”, destacou.
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