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Notícia de Política

PANDEMIA

Twitter apaga post de Malafaia que associa vacina anticovid a infanticídio

Publicado em: 11/01/2022 17:15

 (Pastor evangélico e bolsonarista teve post apagado pelo Twitter por violar as regras da plataforma contra propagação de fake news. Foto: Isac Nóbrega/PR)
Pastor evangélico e bolsonarista teve post apagado pelo Twitter por violar as regras da plataforma contra propagação de fake news. Foto: Isac Nóbrega/PR
O pastor evangélico Silas Malafaia acabou sendo punido pelo Twitter na manhã desta terça-feira (11) com a retirada de um post onde o líder religioso classifica como "infanticídio'' a aplicção da vacina contra a Covid-19 em menores de idade.

Na noite dessa segunda-feira (10), a hashtag #DerrubaMalafaia foi para a lista de assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.

Usuários da rede social, incentivados pelo perfil "Desmentindo Bolsonaro", cobram a retirada do vídeo como punição ao pastor bolsonarista pelo assunto postado sem nenhuma comprovação científica.

Antivacina
Seguindo o discurso ideológico do presidente Jair Bolsonaro (PL), Malafaia postou um vídeo associando a vacinação infantil a assassinato, afirmando ainda que "não existiram casos suficientes de Covidem crianças que justifiquem uma campanha de imunização".

De acordo com nota da Sociedade Brasileira de Pediatria, divulgada no último dia 24, cerca de 2,5 mil crianças já haviam morrido de Covidno Brasil até aquela data.

"Infelizmente, as taxas de mortalidade e de letalidade em crianças no Brasil estão entre as mais altas do mundo. Até o momento, a Covid-19 vitimou mais de 2.500 crianças de zero a 19 anos, sendo mais de 300 delas confirmadas no grupo de 5-11 anos, causando ainda milhares de hospitalizações", destaca trecho da nota.

Regras do Twitter
O Twitter, em suas regras, veda não só a divulgação de fake news, como fez Malafaia, como também possui uma política específica voltada para publicações relacionadas à Covid-19.

"Você não pode usar os serviços do Twitter para compartilhar informações falsas ou enganosas sobre a Covid-19 que possam causar danos", lembra a plataforma aos seus usuários.
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