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Prévias do PSDB: governo Leite pagou R$ 6 milhões à criadora de app

Publicado em: 23/11/2021 15:58 | Atualizado em: 24/11/2021 17:41

 (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)
Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini
O governo do Rio Grande do Sul, liderado por Eduardo Leite (PSDB), pagou cerca de R$ 6 milhões para a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs), em um contrato para prestação de serviços de análise, arquitetura, programação de software de produtos e aplicativos. A Faurgs foi a responsável por criar o aplicativo, que acabou sofrendo problemas durante as prévias tucanas.

Leite era um dos concorrentes das eleições internas do partido. Além dele, Arthur Virgílio (PSDB) e João Doria (PSDB) também concorriam à vaga para a candidatura à Presidência.

Entre outubro de 2020 e outubro de 2021, a Faurgs recebeu R$ 5,96 milhões do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), cujo maior acionista é o governo gaúcho. O contrato foi assinado por Cláudio Coutinho Mendes, presidente do Banrisul indicado ao cargo por Leite. As informações são da revista Veja.

As prévias tucanas foram marcadas por muita confusão. Com a instabilidade do aplicativo, muitos membros do partido não conseguiram votar no último domingo (21), data marcada para a eleição. Por isso, as prévias precisaram ser interrompidas.
 
O aplicativo criado pela Faurgs, que registra os votos de filiados em geral, deixou de funcionar em vários estados.
 
Na noite de segunda-feira (22), o PSDB anunciou que a votação das prévias presidenciais do partido será concluída até o próximo domingo (28). Segundo o partido, a decisão foi tomada em conjunto pela direção do partido e pelos três pré-candidatos.

Outro lado
Após a publicação da reportagem, o Banrisul informou que a Faurgs "é fornecedora do banco há mais de 20 anos, via processo licitatório, com serviço aferido por pelo menos cinco diferentes gestões da instituição", tendo fornecido ao mesmo serviços de arquitetura, programação de software de produtos e aplicativos, assim como desenvolvimento de novas tecnologias. 

"Como sociedade anônima de capital aberto, o banco tem uma gestão profissional e independente. O Banrisul segue inteiramente à disposição de seus clientes e acionistas para quaisquer esclarecimentos, com total transparência e profissionalismo", disse o banco através de um comunicado. 

Em nota, a diretoria da Faurgs também se manifestou sobre o caso:

"Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs)

Diante de matéria publicada no portal da Veja nesta terça-feira, (23), a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS) esclarece:

- O contrato com o Banrisul foi firmado por meio de edital público, em 2020, ainda na gestão anterior da FAURGS;

- Serviços são prestados para a instituição financeira há mais de duas décadas, todos dentro das regras públicas vigentes, sem qualquer irregularidade verificada;

- A fundação lamenta que um problema técnico seja usado para finalidades políticas, com inverdades sendo levadas à população para favorecer determinados interesses;

- Desde que foi detectada a falha no sistema, a equipe da Faurgs tem trabalhado de forma ininterrupta na busca da melhor solução para todas as partes;

- Com 28 anos de trajetória, a FAURGS possui uma longa ficha de serviços prestados à sociedade, com diversos cases que beneficiaram o Rio Grande do Sul e o país. 

- A fundação reúne uma equipe comprometida com a excelência. E seguirá de forma inabalável sua sua missão, com seriedade e responsabilidade."
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