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'Seria uma espécie de união estável', afirma Luciana Santos, sobre a Federação Partidária

Publicado em: 06/10/2021 13:09

 (Instagram/Reprodução)
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Para a vice-governadora de Pernambuco e presidenta do PCdoB, Luciana Santos, a Federação Partidária é uma ferramenta que possibilita que as siglas se unam sem perder identidade própria. “A federação é uma ferramenta que nem é coligação e nem fusão. Se a gente fizer um paralelo com casamento, seria uma espécie de união estável que se daria no mínimo por quatro ano”, explicou, em entrevista com a Rádio Clube.

Além disso, de acordo com a vice-governadora, a união entre siglas daria forças para garantir uma governabilidade sem “amarras” por parte do legislativo. “A federação também ajudará nessa direção, da gente compor uma maioria parlamentar mais segura com o projeto”, comentou. Para Luciana, essas “amarras” foram uma das dificuldades do ex-presidente Lula (PT) durante o seu mandato.  “Há uma certa contradição entre as eleições majoritárias e o parlamento. Lula, nas duas eleições em que foi eleito a nível nacional, nenhuma das vezes ele pôde ter uma maioria de partidos políticos com mais afinidade ideológica. Para governar o Brasil se usa muito a coalizão nacional, uma base política no congresso que vai além dos partidos que apoiaram o presidente”, ponderou.

A menos de um ano para as eleições, Luciana revelou que o PCdoB está em conversa interna para estruturar o projeto, então depois o partido seguirá para debates com outras siglas, a fim de testar a afinidade para trabalhar uma união. “Esse é um debate que a gente está fazendo internamente, o próprio PSB também está fazendo. O que eu afirmo é que, a princípio, todos os partidos do nosso campo, nós estamos abertos para buscar o diálogo”, assinalou. Santos também compartilhou que estará disposta a jogar em “qualquer posição”, mas sua estratégia dependerá da movimentação do governador Paulo Câmara (PSB). “Estou a postos, jogo em qualquer posição que possa contribuir com o projeto. Pela condição de vice-governadora depende muito da posição que o governador for jogar”, comentou. “Estarei a postos e em condições de me posicionar em uma disputa”, destacou. Ela também comentou sobre as possíveis articulações do PCdoB, afirmando que tudo dependerá do diálogo e das construções das outras siglas. “Isso é uma via de mão-dupla, só o tempo político dirá”, ponderou.

Nacional
A presidenta do PCdoB cumpriu, recentemente, agenda com o ex-presidente Lula, em um encontro em Brasília. “Lula ainda não se colocou na disputa, mas você percebe a disposição do presidente. Ele está com brilho nos olhos”, destacou. Para Luciana, que está acompanhando de perto as articulações, o objetivo principal é combater o presidente Bolsonaro (Sem partido) nas urnas, caso ele tente a reeleição. “Essa agenda bolsonarista no brasil foi uma síntese terrível”, cravou.
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