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Notícia de Política

NOTA DE RECUO

Ciro Gomes sobre Bolsonaro: 'O mais covarde dos comandantes'

Publicado em: 09/09/2021 21:18 | Atualizado em: 09/09/2021 22:49

 (Foto: Evaristo Sa/AFP)
Foto: Evaristo Sa/AFP
O político e ex-ministro Ciro Gomes utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (9), para repercutir a carta à nação publicada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Documento apazigua a tensão entre os Três Poderes.

De acordo com Ciro, a nota de Bolsonaro é uma  “rendição mais ridícula e humilhante de um presidente em toda  história mundial”. “E a prova de que ele não tem mais autoridade política nem moral de governar o país”, afirmou.

O político disse que está envergonhado com o documento e pontuou que a “covardia” do presidente, livra os brasileiros “temporariamente  de um desenlace mais dramático”.

“Porém nos traz uma imensa vergonha porque é a confirmação final de que nosso amado Brasil tem -ou tinha- como presidente um personagem insano e destituído de qualquer hombridade moral”, escreveu. “Sendo assim, não me surpreenderá se no futuro viermos a descobrir  algum tenebroso e imoral acordo por baixo das letras desta nota”, completou.


Ainda de acordo com Ciro, Bolsonaro empurrou para a “desgraça e o ridículo”, abandonando seus apoiadores. “O mais covarde dos comandantes”, disse.

“De qualquer sorte fiquemos bem atentos porque tudo que vem de Bolsonaro não se pode acreditar. Tudo que vem de Bolsonaro não se pode confiar”, finalizou.
 
Bolsonaro, que vinha incitando uma 'guerra' com o Supremo Tribunal Federal (STF) e proferindo ataques ao ministro Alexandre de Moraes, voltou atrás e divulgou uma nota apaziguadora entre os poderes. 

As ações de Bolsonaro geraram as manifestações do dia 7 de setembro, a paralisação dos caminhoneiros, discursos fortes dos ministros Luiz Fux, presidente do STF, e Luís Roberto Barroso, presidente do TSE; do senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e do deputado Arthur Lira, presidente da Câmara.

Leia a carta 
"Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição."

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro Presidente da República federativa do Brasil"
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