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Rifado pelo partido, Miguel Coelho fica sem clima para continuar no MDB

Publicado em: 13/07/2021 17:27

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Dos pré-candidatos da oposição, Miguel Coelho (MDB) é o que mais tem se movimentado publicamente. Entretanto, para chegar ao governo em 2022, o prefeito de Petrolina terá de procurar outro partido, pois o MDB escolheu permanecer na Frente Popular de Pernambuco, grupo liderado pelo PSB, nas próximas eleições. “Lamento profundamente tal decisão”, disparou Miguel Coelho, em resposta à decisão da legenda.

Ainda não foi confirmado se Miguel permaneceria na sigla, mas, de acordo com a sua nota, a direção estadual estaria se negando a assumir um “compromisso pela mudança”. Esse posicionamento do prefeito talvez indique uma saída. “Nem o cansaço das mulheres e homens de nossa terra com o atual estado das coisas, fez nossa direção estadual assumir um compromisso pela mudança urgente”, assinalou. De acordo com Miguel, a escolha do MDB significa a estagnação da sigla no atual governo do estado. “Mesmo que a direção estadual de nosso partido tenha decidido manter o MDB onde está, num projeto que nada mais tem a oferecer, apenas a desesperança”, cravou o prefeito de Petrolina.

Uma fonte ligada a membros do MDB afirmou que o prefeito teria recebido proposta de outros partidos, como o DEM e o PSDB. De acordo com esta pessoa, a decisão final de Miguel passaria por outros políticos além dele, como o seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, o que indicaria uma provável saída em grupo da legenda emebedista. “Ainda não se sabe qual a decisão que o prefeito e o senador FBC adotará. Depende de muitos fatores nacionais e dos caminhos da oposição no estado”, comentou. A fonte também afirmou que tudo será conversado não só com os Coelhos, mas também com as outras cabeças da oposição, Raquel Lyra (PSDB), prefeita de Caruaru e Anderson Ferreira (PL), prefeito de Jaboatão dos Guararapes. “Será uma decisão muito estudada”, finalizou.

“Havia algumas contradições políticas a serem enfrentadas”, justificou o presidente estadual da sigla, o deputado Raul Henry. Segundo o parlamentar, um dos principais motivos para a legenda não apoiar a candidatura de Miguel seria a afinidade dos Coelhos, com o presidente Bolsonaro (Sem partido), o que, nas palavras do deputado, seria uma “contradição intransponível”. “É pública a aliança política entre o grupo liderado pelo senador Fernando Bezerra Coelho e o presidente Bolsonaro”, destaca um trecho de sua nota. “Enquanto a nossa trajetória é marcada pela defesa dos valores democráticos, o presidente, todos os dias, aumenta a escalada do seu discurso contra as instituições e a ordem democrática”, complementa o documento.  

O parlamentar também ressaltou que não há desavenças pessoais quanto a Miguel Coelho, mas as linhas políticas divergiam. “Não havia qualquer restrição pessoal ao prefeito, mas as contradições políticas, além de permanecerem de pé, estavam se aprofundando”, assinalou. O deputado comentou que isso havia sido discutido em seu último encontro com Miguel, no dia 8 de julho. “Na ocasião, o deixamos à vontade para, diante de nossa posição, encaminhar da maneira que lhe fosse mais conveniente os passos seguintes”, concluiu.
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