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Notícia de Política

CPI

Reverendo apresenta atestado e fala em 'impossibilidade' de comparecer à CPI

Publicado em: 12/07/2021 16:25 | Atualizado em: 12/07/2021 16:35

 (crédito: TV Senar/Reprodução)
crédito: TV Senar/Reprodução
O reverendo Amilton Gomes de Paula encaminhou nesta segunda-feira (12) um atestado médico à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, no Senado, apontando “impossibilidade momentânea de comparecer ao depoimento” que está marcado para a próxima quarta-feira (14). Ele alega crise renal, com afastamento do trabalho por 15 dias, contando do dia 9 de julho, última sexta-feira.

A convocação do reverendo foi aprovada na última quarta-feira (7), tendo sido requisitada pelo vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Amilton Gomes de Paula é presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah).

No pedido, o senador pontua que conforme reportagem da TV Globo, de Paula teve autorização do ex-diretor de Imunização do Ministério da Saúde Lauricio Monteiro Cruz para negociar 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo, com a empresa Davatti Medical Supply. Laurício Cruz foi exonerado na última quinta-feira (8). Amilton de Paula chegou a postar nas redes sociais fotos de uma reunião no Ministério da Saúde, ao lado de Laurício Cruz.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que pediu para a junta médica analisar o atestado médico. “Tem que saber quais são as condições. Problema renal, qualquer um pode ter. Ele não pode sair, andar? Está internado? É uma coisa”, disse.

O nome da Senah foi citado no depoimento do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais (PM-GO) Luiz Paulo Dominghetti, apontado pela Davatti como vendedor autônomo de vacinas da empresa. Ele denunciou que recebeu um pedido de propina de US$ 1 por dose do imunizante quando tentou vender 400 milhões de doses ao ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias.

À CPI, Dominghetti disse que, no primeiro contato que teve no ministério, esteve em Brasília com a Senah, “onde eles se propuseram a ofertar a vacina por um valor humanitário”. “Essa primeira agenda que eu tive aqui foi com o senhor Lauricio, se eu não me engano. Nós levamos a proposta. Ele nos recebeu, disse que o setor não era ali e que nos encaminharia para uma agenda com o senhor Elcio Franco (ex-secretário executivo da pasta), que ali era o responsável para a aquisição das vacinas”, disse.

Dominghetti afirmou que, na segunda vez que esteve em Brasília para tratar de vacina, também foi com a Senah. O cabo da PM afirmou que a organização o levou a Laurício e a Elcio Franco, e que o reverendo formalizou uma proposta.
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