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CRÍTICA

Boulos: 'Quantas vidas vão ser perdidas se Bolsonaro seguir no comando?'

Publicado em: 04/06/2021 16:10 | Atualizado em: 04/06/2021 16:13

 (Foto: Fran Silva/Divulgação)
Foto: Fran Silva/Divulgação
Em visita ao Recife nesta sexta-feira (4), Guilherme Boulos (Psol) declarou que acredita que as condições para o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já estão postas. Boulos esteve na capital pernambucana para inaugurar a primeira Cozinha Solidária de Pernambuco, localizada na Vila Santa Luzia, no bairro da Torre, Zona Norte do Recife. 

Uma das maiores lideranças da esquerda, o político acredita que as manifestações do último dia 29 podem sim abrir espaço para o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Quantas vidas mais vão ser perdidas daqui até o fim de 2022 se o Bolsonaro seguir no comando? Nós vamos esperar isso ou vamos nos mobilizar para interromper esse esse genocídio no Brasil? A resposta que as ruas deram no último sábado é uma disposição de mobilização”, afirmou, em entrevista ao Diario.

Boulos criticou também a polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula (PT). “Eu acho que é um erro colocar o Bolsonaro e o Lula como duas faces da mesma moeda. Não é verdade. O Bolsonaro é alguém que não joga no campo democrático. O Bolsonaro a todo momento estimula golpismos, fala em fraude eleitoral numa eleição que vai acontecer daqui a um ano e meio. Bolsonaro mobiliza os sentimentos mais autoritários da sociedade”, disparou.

Para Boulos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia também desempenha papel importante. “A CPI não abre impeachment, mas pode comprovar os crimes de responsabilidade, que são os motivos do impeachment. Historicamente, se a gente for ver, as CPIs no Brasil antecederam o impeachment. O impeachment do Collor foi resultado da CPI do PC Farias. Mesmo o impeachment da Dilma, que foi um golpe parlamentar urdido pelo Cunha junto com Michel Temer, foi preparado pela CPI da Petrobras”, finaliza. 

Boulos revelou que o Psol deve disputar o governo de Pernambuco nas próximas eleições. “Muito provavelmente o PSOL terá candidatura própria ao governo de Pernambuco em 2022. Porque ao que tudo indica os outros partidos progressistas devem fechar com o PSB, e o PSOL é oposição ao governo do PSB no estado”, disse.

O político também fez um aceno à Túlio Gadêlha, que estaria de saída do PDT. “Estive com Túlio na semana passada em São Paulo, e tenho o maior respeito pela trajetória dele. É parte de um processo de renovação do campo progressista no Brasil e ele está decidindo os caminhos dele. Se a decisão dele for vir para o Psol,vai ser muito bem recebido no nosso partido”, garantiu.  

Boulos ainda contou que a tendência é que ele seja candidato ao governo de São Paulo em 2022. “Coloquei meu nome à disposição para a disputa do governo de São Paulo. Eu acho que nós temos desafios no ano que vem, entre esses desafios, derrotar o Bolsonaro em nível nacional e derrotar o Dória e o PSDB no estado de São Paulo. O PSDB governa de costas para o povo. E eles estão há trinta anos no governo de São Paulo. Já chega, tem um cansaço”, acredita ele. Nas últimas eleições municipais, Boulos foi derrotado na disputa para prefeito de São Paulo por Bruno Covas, falecido no mês passado. 
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