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Política
RACISMO

Co-deputada da Juntas acusa deputado de ataques classista e elitista durante sessão da Alepe

Publicado: 29/06/2021 às 18:50

/Alepe

(Alepe)

“É bem difícil ser uma parlamentar que vem das classes mais baixas da sociedade e ser taxada como uma pessoa leiga e que não sabe o que está fazendo dentro do parlamento”, essa fala da co-deputada estadual Jô Cavalcanti (PSOL), que integra o mandato coletivo da Juntas, foi dada em entrevista ao Diario, após dizer ter sido vítima de ataque durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), realizada nesta terça-feira (29), de forma virtual. O responsável pelos ataques ao qual a psolista se refere foi o deputado estadual Alberto Feitosa (PSC). O ataque teruia sido feito durante apreciação do PL 1010/20 - que trata sobre a suspensão dos despejos de famílias durante a pandemia.

“O projeto de lei é necessário para atender as demandas da população vulnerável, que passa fome e pode ficar sem um teto para viver e se proteger do vírus da Covid-19. O PL está na Casa há 14 meses, e foi debatido em inúmeras ocasiões”, afirma nota emitida pelas mandatas. Durante a sessão, o Feitosa (PSC) assinalou que as pessoas que estão protestando contra medidas de reintegração de posse estão sendo usadas e que não sofrem por falta de moradia.

“Essas pessoas estão sendo usadas como massa de manobra, não estão sofrendo nada”, argumentou o deputado. O deputado também trouxe à tona um suposto protesto do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que, segundo ele, afirmou que iam invadir a casa de parlamentares. Sobre isto, ele afirmou que “podem tentar invadir a minha casa, mas não vão encontrar ambiente muito fácil para isso, não. Mas, isso aí, a gente trata na lei e na ordem primeiro”. “Vossa excelência tem também que se informar mais um pouco. Vossa excelência, mais uma vez, faz uma acusação ao presidente Bolsonaro e ao governo federal de coisa que a senhora desconhece”, disparou o parlamentar. 

“Não é a primeira vez que o deputado tenta rebaixar a gente (que é de classe baixa). Só pelo fato de ser da periferia não quer dizer que eu não saiba dos assuntos que estamos (Juntas) trabalhando. Essa atitude dele foi completamente racista e classista”, afirmou a co-deputada. 

Em nota, a mandata das Juntas informou que “repudiam veementemente o tom, a acusação, e a tentativa de intimidação do deputado, que extrapola seu papel parlamentar para acompanhar a polícia numa investigação antidemocrática e descabida”. 

Posicionamento

Procurado pela reportagem do Diario, o deputado Alberto Feitosa (PSC) afirmou que não foi machista, racista, muito menos classista. Argumentou ainda que "ela quer se colocar como vítima da situação... em momento algum eu agi dessa maneira".
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