Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Política

VACINA

Próxima reunião com Pfizer será gravada para "evitar mal entendido", diz Mourão

Publicado em: 11/01/2021 12:06

 (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta segunda-feira (11/01) que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, manifestou a ideia de gravar a próxima reunião com representantes da Pfizer. Mourão disse que o objetivo é evitar dúvidas e mal entendido na população. A declaração foi dada à Rádio Gaucha.

Pazuello havia declarado que a Pfizer teria oferecido ao Brasil apenas nove milhões de doses da vacina contra Covid-19 até junho, das quais as primeiras 500 mil seriam entregues em janeiro. A empresa, no entanto, contradisse o ministro e afirmou, por meio de nota, ter ofertado ao governo brasileiro 70 milhões de doses, parta das quais seria entregue a partir de dezembro de 2020.

“A única coisa que eu posso dizer, como não participei dessas reuniões, foi uma conversa que tive com o ministro da Saúde de que a próxima reunião com a Pfizer ele iria gravar. É aquela história, aquele disse me disse numa reunião dessa natureza e, depois, quando se abrem- as portas da reunião, cada um fala o que melhor lhe aprovar e, em consequência, gera essas dúvidas que terminam por contaminar a nossa população.”, observou o vice-presidente.

Mourão disse que toda reunião do tipo deveria ser gravada. “Considero que todo tipo de reunião dessa natureza entre ente público e privado deve ser gravado para evitar mal entendido”, ressaltou.

Guerra da vacina
O vice-presidente também falou sobre a briga pelo capitaneamento da vacina, disputada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo governador paulista, João Doria. “Houve, sim, uma discussão política entre o nosso governo e o governo lá de São Paulo em torno da questão da vacina, o que acho extremamente prejudicial”, apontou.

Mourão destacou que a tensão “não foi boa para ninguém”. “O Doria avançou o sinal. Ele sempre procurou colocar como se fosse o amigo da ciência e o governo federal fosse o inimigo. Isso levou a uma tensão que não foi boa para ninguém. Em nenhum momento, nos negamos a buscar a aquisição da vacina que fosse eficiente e eficaz para a nossa população.”

Covid-19
Mourão recebeu alta médica na sexta-feira (8), após ter sido diagnosticado com Covid-19 no último dia 27. O general, de 67 anos, retornou hoje ao trabalho, no Palácio do Planalto. Nos últimos dias, ele manteve isolamento na residência oficial do Palácio do Jaburu e precisou fazer exercícios respiratórios, orientado por um terapeuta, para complementar a recuperação. No entanto, disse que a doença não o afetou gravemente.

“Não teve a gravidade que, infelizmente, acometeu outras pessoas, inclusive amigos meus. Passei uns dois dias com febre e dor no corpo, que, depois, desapareceram. Não foi algo extremamente complicado para mim”, contou.

Mourão também fez uso, de acordo com recomendação médica, de hidroxicloroquina, Annita, Azitromicina e remédio para dor e febre, informou anteriormente a equipe do vice-presidente.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Manhã na Clube com Rhaldney Santos - 21/01
Variante britânica do coronavírus continua a se espalhar pelo mundo
Enem para todos com o professor Fernandinho Beltrão - Genética do sangue
Manhã na Clube com Rhaldney Santos - 20/01
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco