Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Política

ECONOMIA

Ao dizer que Brasil está quebrado, Bolsonaro contradiz o ministro Guedes

Publicado em: 06/01/2021 07:50

 (FOTO: EVARISTO SA / AFP
)
FOTO: EVARISTO SA / AFP
A declaração do presidente Jair Bolsonaro, de que “o Brasil está quebrado” vai de encontro às afirmações recentes do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que a atividade econômica do país apresenta trajetória de recuperação em “V”, ou seja, com a retomada na mesma velocidade da queda causada pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Oficialmente, a equipe econômica espera que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 3,2% este ano, depois de um tombo previsto de 4,5% em 2020.

Tanto Guedes quanto o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendem a vacinação em massa da população como essencial para que a economia, de fato, se recupere em 2021.
No último ano, o governo precisou se endividar mais para bancar o aumento das despesas de combate à Covid-19. A combinação da maior necessidade de financiamento com a aversão ao risco dos investidores, turbinada pela desconfiança em relação à continuidade do processo de ajuste fiscal no Brasil, levou o Tesouro a concentrar boa parte das emissões em títulos de prazo mais curto.

O Tesouro começa 2021 com uma fatura trilionária a ser paga aos investidores. A dívida que vence este ano já somava R$ 1,31 trilhão no fim de novembro de 2020, valor que deve crescer com a incorporação de mais juros. O desafio chega num ano decisivo para ditar os rumos das reformas consideradas essenciais para o equilíbrio fiscal do país — e, consequentemente, para a capacidade de pagar toda essa dívida no futuro.

O volume de vencimentos em 2021 equivale a 28,8% do estoque de toda a dívida pública interna e já representa quase o dobro da média de resgates nos últimos três anos. Mesmo assim, a equipe econômica sempre diz estar bastante “tranquila” em relação ao refinanciamento da dívida.
Pelo cenário traçado pelo Ministério da Economia, o Brasil deve acumular 13 anos de rombos sucessivos nas contas públicas. Com despesas maiores do que receitas desde 2014, o país deve manter essa tendência até 2026. A expectativa é de que as contas públicas só voltem ao azul em 2027.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Mundo tem recorde de mortes por Covid-19 em 24 horas
Manhã na Clube com Rhaldney Santos - 27/01
AstraZeneca defende eficácia em idosos depois de questionamentos
Manhã na Clube com Rhaldney Santos - 26/01
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco