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Notícia de Política

COVID-19

Em Goiás, Bolsonaro diz que povo do campo não foi "frouxo" durante a pandemia

Publicado em: 18/11/2020 15:07

 (Foto: AFP / Evaristo Sá)
Foto: AFP / Evaristo Sá
Em tom de elogio, o presidente Jair Bolsonaro agradeceu, nesta quarta-feira (18), ao povo do campo por não ter sido “frouxo” em meio à pandemia de covid-19, que já vitimou mais de 166 mil brasileiros. Segundo o chefe do Executivo, caso a classe rural tivesse paralisado, o país sofreria com desabastecimento e fome. A declaração ocorreu em Flores de Goiás, em Goiás, onde o mandatário participou da cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural.

"Graças a vocês que estão aqui no campo, que não pararam, nós da cidade continuamos sobrevivendo. Se o 'fique em casa e a economia a gente vê depois' fosse aplicado no campo, teríamos desabastecimento, fome, miséria e problemas sociais. Parabéns a vocês que não se mostraram frouxos na hora da angústia, como diz a passagem bíblica", apontou.

O versículo em questão foi citado mais cedo pelo mandatário, ao comentar os elogios do presidente russo, Vladimir Putin. "Provérbios 24, 10: Se te mostrares frouxo no dia da angústia, sua força será pequena", escreveu Bolsonaro junto ao discurso do chefe do Executivo russo, que enalteceu as "qualidades masculinas" do chefe do Executivo brasileiro, como "coragem e força de vontade", em referência ao enfrentamento da pandemia e sobre Bolsonaro ter sido infectado pelo novo coronavírus.

Ao chegar em Flores de Goiás, Bolsonaro não usou máscara e provocou aglomeração em meio aos apoiadores. Ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM); da ministra da Agricultura, Tereza Cristina; do ministro das Comunicações, Fabio Faria; e do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Geraldo Melo Filho, o presidente se disse emocionado em fazer a entrega dos títulos de propriedade rurais.

"Mais que emocionado, eu estou muito feliz em poder, através do governo, ajudar muitos de vocês. Não tem preço essa satisfação, assim como não tem preço a forma como vocês têm nos recebido em qualquer lugar do Brasil que eu tenha ido. Obrigada, Deus por esta oportunidade. Tem uma passagem bíblica no livro de Provérbios que diz que "se te mostrares frouxo no dia da angústia, sua força será pequena". O povo brasileiro é cristão, é temente a Deus e sempre enfrentará as adversidades com altivez, porque sabe que na palavra dele, a vitória virá", disse.

Massa de manobra
Bolsonaro ressaltou ainda que antes de seu governo, a população foi usada como massa de manobra. “Vocês lutaram por isso, passaram por momentos difíceis no passado, foram usados politicamente por muita gente e viram depois que vocês tinham como atingir o seu objetivo. Meus pais viveram por 30 anos de aluguel. É algo parecido com o que vocês viviam aqui. Trabalhavam, labutavam e não tinham certeza que esse pedaço de terra era seu ou dos seus filhos. Um dos que passaram por aqui falou: 'Esse título não é meu, é do meu garoto que está do meu lado'. Não existe satisfação maior para um pai e uma mãe do que um momento parecido como esse. Sabendo que o suor do seu rosto, o seu trabalho, vai ser revertido para aqueles que o sucederem aqui na terra”, destacou.

O mandatário também teceu elogios a Caiado, afirmando que "em pensamento e em coração está 24 horas por dia no Goiás". "Mais uma vez, obrigada Deus por esse momento, de estar ao lado do governador Ronaldo Caiado. É a 10ª vez que estou aqui fisicamente, mas em pensamento e em coração estou 24 horas por dia no Goiás ao lado do Caiado. Digo mais, Caiado. Você parece que é sócio do governo, cara. Acho que o Caiado tem algum infiltrado lá no Ministério da Economia, na Agricultura, e em outros tantos órgãos federais porque ele consegue muita coisa para o bem do seu povo. Esse é o trabalho de um governador", argumentou.

Maricas
No último dia 10, em meio ao crescimento dos casos do novo coronavírus no país, Bolsonaro disse que o Brasil "tem que deixar de ser um país de maricas" e enfrentar a doença. "Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas", recomendou.
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