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Após ataque hacker sofrido pelo STJ, o TRE-PE diz que o modelo de votação brasileiro é seguro

Publicado em: 06/11/2020 19:20 | Atualizado em: 06/11/2020 19:27

 (Foto: TRE/Divulgação)
Foto: TRE/Divulgação
O ataque hacker contra a rede de tecnologia da informação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ocorrido na última terça-feira, trouxe um tom de alerta aos procedimentos de segurança adotados por órgãos responsáveis pelo monitoramento do pleito municipal deste ano, marcado para o próximo dia 15. “Por não possuir conexão com a internet e nenhum outro tipo de ligação externa, sendo, portanto um equipamento standalone, a urna não pode ser hackeada”, assegurou secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), George Maciel.

Além disso, como reforço para a segurança do pleito, George também conta que, atualmente, devido à proximidade das eleições, o TRE-PE ingressou em uma fase mais rígida de segurança. “É uma fase chamada Redução de Superfície de Ataque, onde cortamos todos os acessos a vários sistemas que não são essenciais, colocando na internet apenas o que for necessário”, disse. “Quando está próximo das eleições, fazemos transferência dessas informações para outros servidores que não são da justiça eleitoral, o que impede o ataque do hacker porque multiplicamos esses dados em vários servidores ao mesmo tempo. A segurança é umbilicalmente ligada ao nosso negócio”, completou. 

Órgão máximo da justiça eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também vem tomando medidas mais rígidas de segurança após o ataque sofrido pelo STJ. Através de nota o TSE se manifestou sobre o caso e informou que medidas de segurança nos sistemas internos e externos foram intensificadas, ação rotineira nos períodos próximos às eleições. “No entanto, em razão do cenário excepcional, houve um reforço na segurança virtual e novas providências foram adotadas”, explicou. 

STJ
 
De acordo com nota emitida pelo STJ, o ataque cibernético foi percebido durante o período da tarde do dia 3, quando ocorriam sessões de julgamento. Foi verificado a existência de um vírus na rede de informática do tribunal “e, como medida de precaução, os links para a rede mundial de computadores foram desconectados, o que implicou o cancelamento das sessões de julgamento e impossibilitou o funcionamento dos sistemas de informática e de telefonia da Corte”, informou o órgão, que se mantém em regime de plantão até a próxima segunda-feira.
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