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Notícia de Política

ROMPIDOS DESDE 2018

Lula se reuniu com Ciro antes de falar em ampla coalizão contra Bolsonaro

Publicado em: 29/10/2020 14:43

Eles selaram as pazes após dois anos rompidos por causa das eleições de 2018 (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula - 03/02/2017)
Eles selaram as pazes após dois anos rompidos por causa das eleições de 2018 (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula - 03/02/2017)
Dias depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falar em uma “ampla coalizão” para derrotar Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022, uma reunião entre o petista e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) foi revelada. O encontro ocorreu no Instituto Lula, em São Paulo, em setembro, de acordo com os jornais O Globo e Folha de S. Paulo.

Eles selaram as pazes após dois anos rompidos por causa das eleições de 2018, quando fracassou a tentativa de um acordo eleitoral visando a Presidência. Na ocasião, como Lula foi impedido de entrar na disputa, o PT apostou em Fernando Haddad, enquanto o PDT foi de Ciro. No segundo turno, o pedetista frustou as expectativas dos petistas e não apoiou o ex-prefeito de São Paulo.  

No encontro, Lula e Ciro falaram da necessidade de união da esquerda após a derrota para Bolsonaro, mas não chegaram a traçar planos conjuntos para as eleições de 2022, de acordo com a Folha. O encontro que durou uma tarde inteira foi organizado pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT).

Como revelado pelo Blog da Denise, na terça-feira (27/10), Santana não quer brigar com os Ferreira Gomes, o ex-ministro Ciro e o senador Cid. Colégio eleitoral dos pedetistas, o estado é comandado pelo petista e, por lá, há uma disputa entre os dois partidos pela Prefeitura de Fortaleza.

Ainda no encontro Ciro, falou das mágoas com o PT, enquanto Lula lembrou os ataques do ex-ministro ao partido, de acordo com O Globo.

Além de ter falado em “ampla coalizão”, Lula já se colocou como um possível candidato ou "apoiador de um candidato", em entrevista à agência de notícias alemã DPA.

A paz entre os dois pode significar o início de uma reaproximação entre os partidos de esquerda de olho na disputa presidencial de 2022, apesar de o assunto não ter sido abordado no encontro. Desde o encontro, os dois baixaram o tom ao falar um do outro.
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