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Se eleito, João Campos afirma que não terá dificuldade de dialogar com o Governo Bolsonaro para ajudar o Recife

Publicado em: 15/09/2020 17:01

 (João Campos concedeu entrevista depois ter o nome confirmado como candidato a prefeito do Recife. Foto: Reprodução/Youtube)
João Campos concedeu entrevista depois ter o nome confirmado como candidato a prefeito do Recife. Foto: Reprodução/Youtube
Logo após a convenção do partido, o candidato a prefeito do Recife pelo PSB, deputado federal João Campos, concedeu entrevista coletiva (virtual). Entre os questionamentos, o socialista falou sobre a relação que terá com o Governo Bolsonaro, caso seja eleito. "Não terei nenhuma dificuldade de ir a Brasília dialogar com os ministérios para poder pleitear o que for melhor para o Recife. O exercício do diálogo faz parte da política. Precisamos construir uma cidade cada vez mais forte e sólida", frisou o parlamentar. 
 
"Agora quero deixar muito claro que não terei receio de fazer todo enfrentamento necessário para defender a nossa cidade.  Quem for contra o Recife terá da nossa parte um enfrentamento representando as pessoas. Não iremos permitir que nenhuma pessoa tenha o seu sonho retirado. Um direito social retirado. O nosso dever e papel vai ser cuidar da nossa cidade.  Quem quiser ajudar estaremos à disposição do diálogo. Quem não quiser ajudar teremos a capacidade de fazer um enfrentamento em defesa do Recife", disse.
 
Sobre não contar com o PT na aliança socialista e sim como adversário, João Campos afirmou não ser novidade enfrentar o PT. "Enfrentamos em 2012 e em 2016. Vamos enfrentar novamente nessas eleições", resumiu. Já em relação a indicação de Isabella de Roldão (PDT) para compor a vice, apesar das críticas feitas por ela à gestão municipal do PSB quando vereadora do Recife, o socialista agradeceu o apoio do PDT e disse ser uma honra ter Isabella na vice, evitando assim, alimentar confrontos com o aliado.
 
 E acrescentou, "a vida não é diferente da política. Ao longo de uma caminhada é natural ter discordância, mas aprendi fazer política, principalmente com meu pai (Eduardo Campos) , unindo. A política precisa de gente para construir ponte. Chega de muro. Chega de divisão. De segregação. Vou fazer política olhando para frente porque é no futuro que quero viver", definiu. Sobre ser um nome jovem na disputa, João ressaltou que não enxerga a juventude como um problema e sim como virtude. 

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