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Notícia de Política

CELEBRAÇÃO

Preso pela PF, Pastor Everaldo batizou Bolsonaro no Rio Jordão

Publicado em: 28/08/2020 12:35 | Atualizado em: 28/08/2020 12:51

 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução
Preso nesta sexta-feira (28) pela Polícia Federal, em operação que culminou no afastamento de Wilson Witzel (PSC) do cargo de governador do Rio de Janeiro, o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, foi o responsável por batizar Jair Bolsonaro (sem partido) nas águas do Rio Jordão, em Israel, em 2016.

À época deputado federal, Bolsonaro era filiado ao PSC, sigla pela qual Everaldo disputou a Presidência da República em 2014. Na ocasião do batismo, o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) tramitava no Senado.

As imagens da cerimônia foram compartilhadas nas redes sociais por grupos religiosos. Antes de mergulhar o atual presidente nas águas do Jordão - local onde, segundo a tradição cristã, Jesus foi batizado -, Everaldo questiona: "Jair Bolsonaro, você acredita que Jesus é o filho de Deus? Acredita que Ele morreu na cruz? Que Ele ressuscitou? Está vivo para todo o sempre? É o salvador da humanidade?". Bolsonaro responde sim a tudo.


Em seguida, Everaldo diz: "Mediante a sua confissão pública, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Depois de levantar o então deputado, o pastor faz uma brincadeira. "Peso pesado", afirmou, aos risos. A celebração foi acompanhada pelos três filhos do presidente que mantém uma carreira política: o vereador da cidade do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). À época, todos eram filiados ao PSC de Everaldo.

O próprio Bolsonaro não chegou a publicar o vídeo do batismo. Mas, em 15 de maio de 2016, compartilhou um trecho da coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo que falava sobre o episódio. "Quanto ao batismo no Rio Jordão, a certeza de Deus no coração e os desafios como uma MISSÃO", escreveu o então deputado, que já se colocava como pré-candidato à Presidência.



Operação
A operação que levou à prisão de Everaldo e ao afastamento de Witzel foi deflagrada na manhã desta terça-feira e apura irregularidades em contratos em contratos na saúde durante a pandemia de Covid-19.

O ex-secretário Lucas Tristão também foi preso. A primeira-dama do estado, Helena Witzel, e o deputado estadual André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), foram alvos de mandados de busca e apreensão. 

Witzel alegou estar sendo vítima de "uso político". Já a defesa de Everaldo disse, em nota, que o pastor "sempre esteve à disposição de todas as autoridade e reitera sua confiança na Justiça". Ele será substituído, provisoriamente, na presidência do PSC pelo ex-senador e ex-deputado Marcondes Gadelha.

Bolsonaro não se pronunciou sobre a prisão de Everaldo, mas ironizou o afastamento de Witzel. "O Rio está pegando... Está pegando hoje, hein? Está sabendo? O governador já... Quem é o teu governador?", questionou o presidente, entre sorrisos, a um apoiador.
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