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Pandemia

'Faltou uma coordenação e uma liderança do presidente da República', diz Collor sobre gestão da pandemia

Publicado em: 14/07/2020 12:00 | Atualizado em: 14/07/2020 12:06

Fernando Collor é ex-presidente e atualmente cumpre mandato como senador  (Reprodução Twitter)
Fernando Collor é ex-presidente e atualmente cumpre mandato como senador (Reprodução Twitter)

O ex-presidente da República e senador, Fernando Collor de Mello (PROS-AL), criticou fortemente o comando do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na emergência de saúde internacional decorrente da pandemia da Covid-19. Na avaliação do ex-mandatário, houve uma ausência de "coordenação" das decisões sobre a gestão da pandemia no Brasil. As declarações de Collor foram dadas na manhã desta terça-feira (14), durante uma entrevista a Rádio Clube de Pernambuco AM.


"Se o presidente da República estivesse desde o primeiro momento coordenado essas ações ao invés de brigar com governadores, xingá-los, ao invés de brigar com prefeitos, e tivesse obedecido às orientações da Organização Mundial da Saúde, nós estaríamos sem dúvida nenhuma em muito melhores condições. Muito melhores inclusive, se não tivesse sido demitidos no meio de uma pandemia, dois ministros da saúde e até agora sem ter um ministro da saúde titular. O ministro que lá está, está exercendo interinamente seu cargo", disse.

O ex-presidente fez uma analogia com o enfrentamento de uma "guerra convencional" para argumentar que a Pasta de Saúde não deveria ter ficado sem um "comandante da tropa" durante as últimas semanas. "Esperamos que ele se recupere rapidamente da infecção que está lhe causando esse afastamento do exercício das suas funções, mas que tão logo ele volte recuperado, volte também o bom senso e volte também ele restabelecer essa agenda que é fundamental para que o País unido. Nós brasileiros juntos e unidos possamos lutar para debelar o quanto antes essa pandemia que nos deixa a todos muito desassossegados", completou.


Questionado sobre como deve ser o cenário no Brasil em 2022, quando estão marcadas as próximas eleições gerais, o senador foi enfático ao avaliar que "o cenário não é nada agradável". Collor explica que os efeitos econômicos da pandemia ainda não podem ser mensurados e que devem deixar consequências, principalmente para os "mais vulneráveis". 

"Não somente aqui no Brasil, mas no mundo. Porque vai repercutir muito negativamente no nível de emprego e no nível da qualidade de vida e sobretudo das camadas mais vulneráveis da população. E aí vai ser necessário a participação muito forte do estado brasileiro que vai ter que investir ainda mais recursos para atender as necessidades básicas da população", explica, defendendo que é necessário pensar nas políticas para pandemia pós prazo de calamidade pública - medida editada pelo Congresso Nacional em março deste ano, quando os primeiros casos de coronavírus começaram a ser registrados no País.

Durante entrevista a rádio local as alfinetadas não ficaram restritas ao Governo Federal e Collor ponderou as decisões dos prefeitos e governadores de reabrir as Cidades e os Estados. "Há uma relação direta, sem dúvida, entre a flexibilização - flexibilizou, abriu, o que vai acontecer? Vai aumentar o número de óbitos e vai aumentar o número de contaminados. Agora, onde que fica a ciência nisso, que está assessorando os prefeitos e os governadores é que eu não sei. Não sei se eles estão realmente com essas equipes, que eu imagino que eles estejam, com equipes de especialistas que possam norteá-los nas tomadas de decisões. Porque uma decisão errada significa um custo enorme em termos de vida. Estamos tratando de vidas humanas, de perdas de pessoas, de entes queridos das famílias", concluiu. 


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