punição Ciro Gomes defende expulsão de Tabata do PDT: 'Deveria ter a dignidade de sair'

Por: Danielle Santana - DP

Publicado em: 15/07/2019 12:00 Atualizado em: 15/07/2019 12:24

José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil
Considerada uma promessa por seu partido, o PDT, a vida política da deputada Tabata Amaral segue incerta. Ciro Gomes, principal nome da legenda, declarou nessa sexta-feira (12) que não vê mais espaço para Tabata na sigla: "Não está no partido correto. Ela, pessoalmente, deveria ter a dignidade de sair", declarou em um evento do PDT, em Belo Horizonte. 

O possível candidato à presidência em 2022 tem defendido que o partido aplique punições exemplares aos deputados que contrariaram a decisão do partido de votar não à reforma da previdência, como é o caso de Tabata. Segundo Ciro, a deputada teria cometido um "erro indesculpável que não pode passar impune". 

Tabata ganhou maior notoriedade após um debate com o então ministro da Educação, Ricardo Vélez, em uma sessão no Congresso em maio. A ascenção da deputada fez com que o PDT tivesse novos planos para seu futuro, a possibilidade de lançá-la como candidata à prefeitura de São Paulo em 2020 já era discutida pelo presidente nacional da legenda, Carlos Lupi.

Carlos defende internamente que os dissidentes sejam punidos com atitudes cirúrgicas, evitando premiar os infiéis com punições mais brandas. 8 dos 27 deputados do PDT contrariaram a decisão do partido durante votação da reforma da Previdência. Além da expulsão, outras opções são levadas em conta, como a reprimenda pública ou a remoção de postos. 

No caso da deputada que integra a Comissão de Educação, ela pode ser retirada da função pelo líder da bancada de seu partido, André Figueiredo. O deputado já comentou que pretende reavaliar a distribuição de cadeiras dos colegiados. 




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