Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Opinião
Restaurantes que marcaram época no Recife (2)

João Alberto
Jornalista

Publicado em: 04/08/2020 03:00 Atualizado em: 03/08/2020 21:58

Dias: Fez sucesso por muitos anos, numa casa junto ao estádio do Sport, na Ilha do Retiro. Funcionava para almoço e, à noite, se tornava casa noturna. Seu dono, Eduardo Dias, hoje comanda o Amadeu.

Bela Trieste: Uma cantina italiana maravilhosa, na Rua Fernandes Vieira, no Parque Amorim. Tinha a melhor lasanha da cidade.

Alfredo di Roma: O mais famoso restaurante italiano do mundo teve filial no Golden Beach, em Jaboatão dos Guararapes, tendo como carro-chefe o irresistível Fettucini a Alfredo. O próprio Alfredo, já com limitações devido a um AVC, veio para a abertura que teve o então governador Jarbas Vasconcelos na mesa principal.

La Maison: Foi um dos primeiros restaurantes do Recife a servir fondue e funcionou por muitos anos em Boa Viagem.

Veleiro: Ficava numa grande área na Avenida Boa Viagem, funcionava principalmente como cervejaria, mas tinha um bom restaurante, inclusive com mesas na área externa.

AIP: Na cobertura do Edifício da AIP, na Dantas Barreto, destacou-se durante muitos anos, com uma excelente cozinha e a possibilidade de ver o Centro do Recife do alto. Era o preferido de políticos e jornalistas.

Mourisco: No primeiro andar de um casarão tombado de Olinda, era comandado por Zinho Correia e tinha uma cozinha regional sofisticada. Foi durante muitos anos um dos preferidos da nossa sociedade.

Maxime: Foi uma verdadeira referência da cidade, no início da Avenida Boa Viagem. Sua gastronomia de frutos do mar era famosa, a começar da peixada pernambucana. Era ponto de visita obrigatória de todo turista e também de pessoas da terra. Envolvido numa disputa judicial, chegou a ser comprado pelos funcionários, mas está fechado até hoje.

Casa D’Italia: Nada parecido com a atual casa de Boa Viagem. Ficava numa área arborizada na Fernandes Vieira, na Boa Vista, com uma gastronomia italiana comandada por Sergio Michelli, que era a melhor da cidade. E tinha anexo um campo de futebol, usado, em peladas, por muitos nomes conhecidos.

L’Etoile: Tinha como diferencial uma notável visão do Recife, Olinda e Paulista do alto da torre da TV Tribuna, em Olinda, com cardápio francês.

Boi Preto: Fez o maior sucesso durante anos, no espaço do antigo Cassino Americano, no Pina. Era famoso pelas suas carnes exclusivas e pela competência do maitre Valdemir Baldissera, que acabou se tornando sócio da rede Sal e Brasa.

Chez Georges: O suíço Georges Thevoz, depois de criar o L’Atelier, em Olinda, conseguiu um imenso sucesso, por muitos anos, com o Chez Georges, num posto de gasolina no Pina. Depois, transferiu a casa para a Praça do Jacaré, em Olinda e para Casa Forte.

Libório: Comandado por Marcelo Libório, funcionou por 15 anos nos Aflitos, especializado em crepes e massas. Chegou a abrir uma filial em Setúbal, que também já fechou.

Pescatore: Especializado em frutos do mar, que tinha bela decoração, funcionou depois do Boi Preto, no Cassino Americano. Tinha como um dos sócios Leonel Rocha, fundador do Bargaço.

Soho: Filial de uma casa de Salvador, marcou época com uma culinária japonesa, até hoje lembrada por sua qualidade. Ficava na Conselheiro Aguiar.

Clube du Vin: Pertencia a Ana Cecília Santos Leal. Misturava uma seleção fantástica de vinhos com uma cozinha de altíssimo nível. Chegou a ter uma segunda unidade, no Parnamirim. Toda sua equipe - do gerente ao cozinheiro - está hoje no The Black Angus.

La Cuisine: Comandado por Sophia Lins, teve dois endereços. Primeiro no JCPM Trade Center, depois na Avenida Viagem, foi famoso por sua cozinha internacional.

Gio: Teve a arquitetura inspirada numa casa que Julião Konrad descobriu em Buenos Aires. Especializado em massas, foi durante muitos anos um dos points da cidade. No local, agora, está sendo construída a Casa do Cuscuz, do jogador Huck.

Panela de Barro: Funcionou por pouco tempo num espaço que havia em cima da bilheteria do estádio do Náutico, especializado na cozinha nordestina.

O Espanhol: Tinha como marca registrada charges de pessoas conhecidas, especialmente artistas e jogadores de futebol, nas paredes e um menu da cozinha espanhola. Ficava na Cruz Cabugá, em frente ao prédio da antiga TV Tupi.

Pituzada: No local onde hoje está o Sal e Brasa, funcionou por muitos anos uma filial da Pituzada do Alfredo, que até hoje funciona na PE-60, no Cabo de Santo Agostinho. E, claro, tinha como carro-chefe seus pitús.

E para lembrar quatro que fecharam recentemente: Prá Vocês, Maison Bonfim, Cantina Star e Rui Paula.

De 1 a 5: Cuidados na saúde ocular das crianças
Enem para todos com professor Fernandinho Beltrão #159 - Lesmas, Minhocas e Planárias
Rhaldney Santos entrevista a ginecologista Altina Castelo Branco
Pantanal: o pior incêndio da história
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco