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Opinião
B-R-Z-L, uma terra para os filhos de Israel

Jacques Ribemboim
Economista ambiental

Publicado em: 19/03/2020 09:00 Atualizado em:

O estudo da toponímia – a origem dos nomes dos lugares – pode revelar tesouros que, às vezes, permanecem imersos por décadas a fio antes de serem descobertos. Citamos o caso do nome de Pernambuco, que por quatro séculos foi associado a paranã-buka, que no tupi significaria “buraco no mar”. Bem mais provável, contudo, é que derive da expressão “boca de Fernão” que, no linguajar dos índios, tornou-se Pernão-buku, haja vista que os nativos não conheciam o fonema [f], permutando-o por [p], e pelo costume de anteporem o substantivo próprio ao substantivo comum. Nesse caso, a “boca” era a embocadura (boca de rio) situada entre os atuais municípios de Igarassu e Itamaracá, pertencentes a Fernão de Noronha, rico financista e mercador que arrendara o Brasil em 1502.

De outro lado, sabe-se a respeito da origem semítica dos primeiros colonos procedentes de Portugal e da genética que legaram à população nordestina. Não foram poucos os cristãos-novos que chegaram a Pernambuco fugindo da Inquisição. Ao que tudo indica, Fernão de Noronha, ele próprio um cristão-novo, empenhou-se em ajudar na transferência das famílias israelitas, durante aqueles difíceis primórdios da colonização, em que poucos se aventuravam a cruzar o Atlântico para vir morar em um lugar tão inóspito.

Para os judeus, contudo, as terras descobertas surgiram como uma tábua de salvação. Longe das perseguições e humilhações na Europa, o Brasil se apresentava como um milagre, uma nova Canaã, a misteriosa “Ilha Brasil” das lendas célticas, de há tanto esperada. Mas aqui existe um detalhe adicional: o nome BRAZIL é um acrônimo das letras hebraicas beit, resh, zain, lamed, iniciais das quatro mulheres de Jacó (duas esposas, Raquel e Lia, e duas servas, Bila e Zilpa), ressaltando que as vogais A e I podem ser declinadas da escrita original e que, se incluído o I (iud) teríamos no acrônimo a inicial de Jacó (Iaacov, em hebraico).

Portanto, todos os filhos de Jacó – e as doze tribos que se formarão – descendem, necessariamente, dessas quatro senhoras. Destaque-se que Jacó passa a ser chamado de Israel após sua luta com o anjo e, a partir de então, seus descendentes serão conhecidos como “filhos de Israel” (bnei Israel) dando origem ao “povo de Israel” (am Israel). Aliás, o próprio nome ISRAEL também é um acrônimo, reunindo as iniciais dos três patriarcas e das quatro matriarcas: Abraam (aleph) e Sara (shin); Isaac (iud) e Rebeca (resh); Iaacov (iud), Raquel (resh) e Lea (lâmed), lembrando que, desta feita, as vogais I e A, correspondem às letras iud e aleph, as quais têm status de consoantes no alfabeto hebraico e devem, sim, constar no acrônimo original.

Isso tudo faz levantar a hipótese de que o nome do nosso país guarde um grande segredo, ter sido uma espécie de Terra Prometida no Ocidente, onde os judeus pudessem viver livres e felizes. Para os que duvidarem, a probabilidade de ser mera coincidência é de 0,0137%, ou seja, acontece uma vez a cada sete mil e trezentos descobrimentos ultramarinos.

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