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GUERRA

Zelensky diz que não aceitará nenhuma negociação que exclua a Ucrânia

Declarações do dirigente ucraniano aconteceram após presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter apoiado uma série de exigências de Putin

Publicado: 14/02/2025 às 11:37

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky/Foto: AFP PHOTO/HANDOUT/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Foto: AFP PHOTO/HANDOUT/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, avisou que não reconhecerá nenhum acordo sobre o seu país que não o inclua nas negociações e alertou os líderes mundiais contra o empenho do presidente russo Vladimir Putin na paz.

“Há uma confiança excessiva nas considerações de Putin de que está pronto para acabar com a guerra. Também não podemos aceitar, enquanto país independente, quaisquer acordos feitos sem nós. Quero deixar isto muito claro aos nossos aliados: quaisquer negociações bilaterais sobre a Ucrânia, não sobre outros temas, mas quaisquer conversas bilaterais sobre a Ucrânia que não nos incluam, não aceitaremos”, afirmou Zelensky.

As declarações do dirigente ucraniano aconteceram após presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter apoiado uma série de exigências de Putin, com quem se encontrará em breve na Arábia Saudita.

Zelensky ainda apelou que a Europa tenha um lugar à mesa das negociações no final da guerra. “Nenhuma negociação com Putin pode começar sem uma posição unida da Ucrânia, Europa e EUA”, acrescentou.

Já Trump assegurou que Kiev participará nas negociações de paz e disse acreditar e confiar na palavra de Putin sobre querer alcançar a paz na Ucrânia. “A Ucrânia terá um lugar à mesa em qualquer negociação de paz, juntamente com a Rússia. A guerra na Ucrânia tem de acabar”, reforçou.

O porta-voz presidencial do Kremlin, Dmitry Peskov, também garantiu que, de uma forma ou de outra, a Ucrânia irá participar nas negociações. "Haverá um diálogo bilateral russo-americano e um diálogo que será associado ao envolvimento da Ucrânia", anunciou Peskov.

Na última quarta-feira, Trump e Putin tiveram uma longa conversa telefônica em que discutiram a guerra na Ucrânia e se comprometeram em iniciar de imediato negociações sobre o assunto.

"Acordamos trabalhar em conjunto de modo muito próximo, inclusive visitando os países um do outro. Também concordamos que as nossas equipes começarão de imediato as negociações”, disse o presidente norte-americano, que descreveu a conversa como muito produtiva.

Trump ligou logo depois para Zelensky sobre as possibilidades de alcançar a paz na Ucrânia. Zelensky ainda revelou que o presidente dos EUA indicou que queria falar com o líder russo e ucraniano juntos. "Ele nunca mencionou que Putin e a Rússia eram uma prioridade. Nós, hoje, confiamos nestas palavras. Para nós é muito importante preservar o apoio dos Estados Unidos", concluiu Zelensky.
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