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GUERRA

Zelensky afirma que EUA quer 'agradar' Putin

Zelensky afirmou que a depender do acordo ''não assinará qualquer coisa''

Publicado: 17/02/2025 às 17:15

Zelensky se irritou ao saber que o presidente americano estava negociando a paz diretamente com Putin/Crédito: SVEN HOPPEPOOL / AFP

Zelensky se irritou ao saber que o presidente americano estava negociando a paz diretamente com Putin (Crédito: SVEN HOPPEPOOL / AFP)

Zelensky se irritou ao saber que o presidente americano estava negociando a paz diretamente com Putin
O presidente ucraniano se irritou ao saber que Trump estava em contato direto com Putin nas últimas semanas sobre a negociação para encerrar a guerra entre a Ucrânia e a Rússia

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou que os Estados Unidos querem "agradar" ao presidente russo, Vladimir Putin, e que os europeus têm uma capacidade de defesa "fraca", em uma entrevista divulgada nesta segunda-feira (17) pela emissora pública alemã ARD.

"Os Estados Unidos estão agora dizendo coisas muito favoráveis a [Vladimir] Putin (...) porque querem agradá-lo", disse Zelensky, segundo a tradução da entrevista feita pela ARD, que foi gravada no sábado em Munique.

"Eles querem se reunir rapidamente e ter uma vitória rápida. Mas o que querem, na verdade, é apenas um cessar-fogo, não uma vitória", afirmou o presidente ucraniano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, chocou os aliados ao anunciar na semana passada que manteve um diálogo direto com Putin como parte de um processo para encerrar rapidamente os combates na Ucrânia.

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, declarou na semana passada que não considera realista que a Ucrânia se torne membro da Otan ou recupere todo o território perdido no conflito.

Zelensky afirmou que "não assinará qualquer coisa" e que o que está em jogo é "o destino" do Estado para as próximas gerações, reiterando sua recusa em ceder parte do território ucraniano.

Ele também declarou que a Europa se encontra em uma posição de fraqueza no que diz respeito à defesa.

"Hoje, a Europa é fraca", disse, referindo-se aos números "de tropas de combate, frota, aviação, drones", embora acredite que suas capacidades "se fortaleceram nos últimos anos".
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