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Trump impõe tarifas de 25% sobre aço e alumínio

Tarifas entrarão em vigor em 12 de março

Publicado: 11/02/2025 às 07:24

/Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

(Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (10) a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, que entrarão em vigor em 12 de março.

 

"Hoje simplifico nossas tarifas sobre o aço e o alumínio", disse o presidente no Salão Oval, enquanto firmava as ordens executivas.

 

"É 25%, sem exceções nem isenções", frisou.

 

O magnata republicano acrescentou que consideraria a imposição de tarifas adicionais sobre automóveis, produtos farmacêuticos e chips de computador.

 

Horas mais tarde, ele afirmou que as tarifas sobre as importações de aço e alumínio entrarão em vigor no dia 12 de março. Ele justificou a medida alegando que as compras no exterior "ameaçam perturbar a segurança nacional".

 

 

As tarifas vão afetar bastante o Canadá, principal fornecedor de aço e alumínio dos Estados Unidos.

 

Brasil, México e Coreia do Sul também são importantes exportadores de aço para os americanos.

 

A federação do aço no Reino Unido, a UK Steel, acredita que a medida vai desferir um "golpe devastador" para um setor que já está em declínio.

 

A decisão também pode prejudicar diversos setores nos Estados Unidos.

 

"O aço, o alumínio são matérias-primas cruciais para a indústria americana", advertiu Maurice Obstfeld, especialista do Peterson Institute for International Economics.

 

Durante o seu primeiro mandato (2017-2021), Trump impôs tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio.

 

As taxas adicionais foram suspensas posteriormente pelo próprio Trump, ou por seu sucessor democrata Joe Biden.

 

No domingo, o magnata defendeu que "tarifas aduaneiras recíprocas" são uma tentativa de alinhar a tributação dos produtos que entram nos Estados Unidos com a forma na qual os bens americanos são taxados no exterior.

 

Trump utiliza as tarifas como principal ferramenta de sua política econômica. Seu objetivo: reduzir o déficit comercial americano.

 

Os países reagiram de maneira distinta a suas ameaças: alguns anunciaram represálias, outros tentam apaziguar os ânimos.

 

O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, garantiu que a União Europeia (UE) "vai responder" como fez durante o primeiro mandato do presidente americano.

 

 

'Cooperação'

À época, a UE retaliou com taxas sobre produtos como o uísque bourbon e as motocicletas Harley-Davidson.

 

Na Alemanha, a locomotiva econômica europeia, o ministro de Economia e Clima Robert Habeck fez um chamado para "continuar o caminho da cooperação com os Estados Unidos".

 

Até agora, Trump exerceu pressão sobre os parceiros dos Estados Unidos, mas também sobre seu grande rival, a China, que desde a semana passada está sujeita a tarifas adicionais de 10%, além das que já existiam.

 

As medidas de represália chinesas de taxas seletivas sobre determinados produtos americanos entraram em vigor na segunda-feira (data local, domingo no Brasil).

 

Elas afetam 14 bilhões de dólares (R$ 80 bilhões) em produtos americanos, enquanto as tarifas anunciadas pelo presidente americano abrangem bens chineses avaliados em 525 bilhões de dólares (R$ 3 trilhões).

 

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, ressaltou nesta segunda que, para Pequim, "não há [...] vencedor em uma guerra comercial e aduaneira".

 

Há uma semana, Trump ameaçou México e Canadá com tarifas generalizadas de 25%, mas suspendeu a medida por um mês para negociar um acordo.

 

Quanto à China, desistiu de taxar como havia anunciado os pacotes de valor inferior a 800 dólares (R$ 4,6 mil), o que teria afetado plataformas como Shein e Temu. 

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