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Estudo alemão conclui que não há ligação entre aumento da criminalidade e imigração

Assunto da imigração tem dominado a campanha para as eleições gerais na Alemanha, que se realizam no próximo domingo

Publicado: 18/02/2025 às 17:07

/Foto: Unsplash

(Foto: Unsplash)

O Instituto de Pesquisas Econômicas de Munique (Ifo), uma das mais importantes organizações de estudos econômicos da Alemanha, analisou as estatísticas da polícia entre 2018 a 2023 e concluiu que o aumento da imigração não causou um crescimento das taxas de criminalidade.

"Não encontramos qualquer correlação entre o aumento da percentagem de estrangeiros num distrito e a taxa de criminalidade local. O mesmo se aplica ao aumento de requerentes de asilo. Os resultados confirmam inquéritos internacionais segundo os quais a imigração e o asilo não têm uma influência sistemática na criminalidade do país de acolhimento”, afirmou Jean-Victor Alipour, investigador do Ifo.

O assunto da imigração tem dominado a campanha para as eleições gerais na Alemanha, que se realizam no próximo domingo. A alegada correlação entre a percentagem de estrangeiros e a criminalidade é uma das principais bandeiras do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), o segundo com mais intenções de voto nas sondagens.

Mas, segundo o estudo, não há nenhuma relação entre a percentagem de pessoas nascidas no estrangeiro envolvidas em crimes particularmente graves, como homicídio e violação. 

Os investigadores do Ifo apontam ainda que os estrangeiros moram em geral nas áreas densamente povoadas, onde a taxa de criminalidade é mais elevada, mesmo entre a população nativa. 

"A suposição de que os estrangeiros ou requerentes de asilo são mais propensos ao crime do que a população nativa comparável não é sustentável", destacou o investigador Joop Adema.

O Instituto aponta também que a prevenção da criminalidade entre estrangeiros pode melhorar se houver melhor integração no mercado de trabalho. “Por exemplo, a prevenção pode passar por simplificar o reconhecimento das qualificações profissionais estrangeiras e a distribuição dos requerentes de asilo tendo em conta a busca regional de mão-de-obra. Deste modo, os migrantes teriam uma oportunidade mais rápida de ganhar dinheiro legalmente, o que ajudaria a prevenir o crime. Além disso, as necessidades de mão-de-obra poderiam ser satisfeitas em tempo útil", defendem os autores do estudo.
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