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Zelensky saúda fim do transporte de gás russo pela Ucrânia

O contrato de passagem de fornecimento de gás, que teve inicio em 2019, funcionava apesar da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022

Publicado: 02/01/2025 às 13:44

Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky/Foto: Handout/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE/AFP

Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (Foto: Handout/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE/AFP)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o fim da passagem de gás russo pelo território ucraniano, que começou no primeiro dia de 2025, é uma das maiores derrotas de Moscou.
 
"Quando Putin chegou ao poder na Rússia, há mais de 25 anos, o volume anual de gás enviado através da Ucrânia para a Europa era de mais de 130 bilhões de metros cúbicos. Hoje, o volume de gás em trânsito é zero, o que significa uma das maiores derrotas de Moscou", indicou Zelensky. 
 
O contrato de passagem de fornecimento de gás, que teve inicio em 2019, da empresa russa Gazprom para diversos países europeus terminou, que funcionava apesar da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.
 
 “O Acordo de Interação entre a GTS e a Gazprom para pontos físicos de interligação entre os sistemas de transporte de gás da Ucrânia e da Rússia expirou. Assim, o transporte de gás natural do ponto de entrada de Sudzha, na fronteira leste da Ucrânia, para os pontos de saída nas fronteiras oeste e sul foi encerrado", diz a nota, acrescentando que os parceiros internacionais foram comunicados.
 
O contrato de fornecimento de gás era uma fonte de receitas multimilionárias para a Rússia, que permitia a gigante empresa estatal Gazprom exportar para a Áustria,  Hungria,  Eslováquia e Moldávia, e que representava ainda cerca de 700 milhões de dólares anuais a Ucrânia.
 
Mas, Zelensky argumentou que recusava que a Rússia continuasse a ganhar milhões enquanto mantém uma política de agressão ao seu país.
 
Por outro lado, o Kremlin afirmou que vai sobreviver ao encerramento da passagem do seu gás pelo território ucraniano. "Nós sobreviveremos, a Gazprom sobreviverá", garantiu o presidente russo Vladimir Putin, destacando também que sempre defendeu a despolitização das questões econômicas e alertando que o preço dos combustíveis irá aumentar.
 
Já fontes da Comissão Europeia disseram que o impacto será limitado no abastecimento da União Europeia. No entanto, para a Europa, a perda do fornecimento de gás russo barato contribui para uma grande desaceleração econômica, um aumento na inflação e um agravamento da crise do custo de vida, que busca por fontes alternativas de energia. Mas, o preço do gás na Europa já atingiu e ultrapassou a marca dos 50 euros por megawatt-hora pela primeira vez em mais de um ano, impulsionado pelo fim do acordo, além do aumento do consumo causado pelo frio do inverno.

A Gazprom, que já foi à maior exportadora de gás do mundo, registrou um prejuízo de cerca de 6,5 bilhões de euros em 2023, naquele que foi o seu primeiro ano sem lucros desde 1999.
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