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GUERRA
Rússia acusa ofensiva da Ucrânia de usar mísseis ocidentais e promete retaliar
A Ucrânia lançou um ataque em larga escala contra a Rússia, com cerca de 200 mísseis e drones que atingiram várias cidades
Publicado: 14/01/2025 às 14:49
Nikolai Patrushev, assessor do presidente russo Vladimir Putin (Foto: Gavriil GRIGOROV/POOL/AFP)
A Rússia acusou hoje a Ucrânia de ter feito um novo ataque contra território russo com mísseis norte-americanos e britânicos, e prometeu retaliar.
A Ucrânia lançou um ataque em larga escala contra a Rússia, com cerca de 200 mísseis e drones que atingiram várias cidades. Os principais alvos foram fábricas de produção de armas, refinarias de petróleo e armazéns. Já o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a uma semana de deixar o poder, apelou que o Ocidente não abandone Kiev.
Enquanto isso, os presidentes de Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da França, Emmanuel Macron realizaram uma reunião para discutir o eventual envio de tropas ocidentais para o território ucraniano, como garantia de segurança de um acordo de paz. Zelensky destacou que é necessário instalar a paz. “Como uma dessas garantias, discutimos com os franceses a iniciativa de destacamento de contingentes militares na Ucrânia. Consideramos os passos práticos para essa implementação, a possível expansão e o envolvimento de outros países no processo”, contou.
Acordo de Paz
Nikolai Patrushev, assessor do presidente russo Vladimir Putin, considera que apenas a Moscou e Washington devem estar envolvidos em quaisquer negociações sobre um acordo para a Ucrânia. "O Kremlin tem vontade política para começar negociações. Mas, as negociações sobre a Ucrânia devem ser conduzidas entre a Rússia e os Estados Unidos sem a participação de outros países ocidentais. Não há nada para falar com Londres e Bruxelas", declarou.
Segundo o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, a Rússia também espera iniciativas concretas e específicas do futuro presidente norte-americano, Donald Trump, para poder começar negociações para uma eventual paz na Ucrânia. Caso a proposta chegue, Moscou vai analisar e depois decidir. “Quando o presidente Trump se tornar presidente e finalmente formular a sua posição sobre a Ucrânia, claro que vamos estudá-la”, afirmou Lavrov.
O chefe da diplomacia russa ainda recebeu favoravelmente o fato da equipe de Trump estar já falando sobre ‘a realidade no terreno’ ao discutir a Ucrânia.
A Rússia se refere e exige o reconhecimento da anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, além da Crimeia anexada em 2014, além da proibição da adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Entretanto, estas condições são completamente rejeitadas pelo governo de Kiev.
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