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GUERRA
Israel avisa sobre aumento das operações militares na Cisjordânia
A Cisjordânia é um território palestino ocupado por Israel desde 1967 e dividido pela colonização israelense, considerada ilegal pelo direito internacional
Publicado: 24/01/2025 às 12:17
Fumaça sobe de uma área durante um ataque em grande escala do exército israelense em Jenin, na Cisjordânia ocupada (Foto: Jaafar ASHTIYEH/AFP)
Nesta sexta-feira (24), o governo de Israel avisou que irá aumentar a série de operações militares no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada, onde dezenas de pessoas já foram mortas desde a última terça-feira.
A inteligência israelense disse que o país enfrenta uma "guerra em várias frentes" que agora se deslocou para a Cisjordânia. Na quinta-feira, duas mil famílias palestinas também foram obrigadas a abandonar o campo de refugiados de Jenin, enquanto a Cisjordânia está paralisada por bloqueios de estradas.
As forças israelenses têm reforçado nos últimos dias a operação chamada "muro de ferro" na Cisjordânia, que envolve grandes colunas de veículos apoiados por helicópteros e drones, lançada durante a primeira semana de cessar-fogo na Faixa de Gaza.
As autoridades israelenses dizem que a operação tem como alvo grupos militantes apoiados pelo Irã nessa cidade, que é conhecida como a capital da resistência palestina.
"Precisamos de estar preparados para continuar no campo de Jenin, o que o levará a um lugar diferente", afirmou Herzi Halevi, chefe do exército de Israel.
Pelo menos 12 pessoas morreram e 40 ficaram feridas. Desde o começo da operação muro de ferro cerca de 16 palestinos foram detidos pelas forças israelenses na região.
Segundo relatos dos moradores, a Cisjordânia se encontra paralisada por bloqueios de estradas e apenas ambulâncias podem circular para prestar auxílio aos feridos da intervenção militar e mesmo assim corre grande risco.
"Tudo começou na noite de domingo para segunda-feira, acordamos e descobrimos que havia barreiras de metal nas estradas que levam a Jericó, Jerusalém e Nablus. Não vivíamos uma situação tão difícil desde a segunda Intifada. Não nos sentimos seguros e não podemos viver assim. Não sabemos exatamente qual é o plano dos israelenses, mas eles querem que deixemos o país", contou à agencia France-Press (AFP) o padre Bashar Basiel, da vila de Taybeh, a nordeste de Ramallah.
"Já nos sentíamos como se estivéssemos na prisão, mas agora é como se estivéssemos em confinamento solitário", disse um residente de Ramallah à AFP, explicando que uma viagem que normalmente levava vinte minutos levou duas horas na quarta-feira.
A Cisjordânia é um território palestino ocupado por Israel desde 1967 e dividido pela colonização israelense, considerada ilegal pelo direito internacional.
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