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Emitida ordem de prisão do ex-presidente da Bolívia Evo Morales

Ordem de prisão ocorre após Evo Morales não comparecer a duas audiências nesta semana

Publicado: 17/01/2025 às 20:04

Ex-presidente da Bolívia Evo Morales/foto: BAS CZERWINSKI / AFP

Ex-presidente da Bolívia Evo Morales (foto: BAS CZERWINSKI / AFP)

Ex-presidente da Bolívia Evo Morales

O juiz boliviano Nelson Rocabado, da cidade de San Bernardo de Tarija, ordenou hoje a detenção do ex-presidente Evo Morales após ele não ter comparecido a duas audiências no tribunal nesta semana, sendo que uma delas foi nesta sexta-feira (17). Morales alegou problemas de saúde para não comparecer.

 

Primeiro presidente da Bolívia de origem indígena,  Morales é acusado de tráfico de uma menor após um alegado acordo com os pais da jovem. De acordo com a acusação, Morales, 65 anos, manteve uma relação com a menor em 2015, quando era presidente, com o consentimento dos pais dela em troca de favores e da relação nasceu uma filha. 

 

A mãe da menor também foi convocada e não se apresentou no tribunal. “É ordenado um mandado de detenção contra os acusados”, declarou Rocabado

 

Segundo a procuradora Sandra Gutierrez, o documento apresentado pelos advogados de Morales afirmava que ele sofre com broncopneumonia e possível bradicardia. Gutiérrez decidiu então que, como medida cautelar, o ex-presidente devia ser submetido à avaliação médica e apresentar os resultados num prazo de até 48 horas.

 

Além disso, ficou decidido que uma nova ausência do ex-presidente faria com que ele fosse considerado pessoa in absentia, e que seria emitido contra ele um mandado de prisão. Uma nova audiência foi então marcada para esta sexta-feira, com Morales não comparecendo. 

 

Segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI), o advogado de Morales, Jorge Pérez, compareceu em ambas audiências desta semana em nome do seu constituinte e disse que o ex-presidente nunca foi notificado. “O aviso de não comparecimento, o mandado de prisão e a acusação formal emitida são ilegais”, defendeu Pérez, acrescentando que seu cliente é inocente e que Morales é vítima de perseguição política.

 

Morales já havia sido intimado a depor sobre o caso em outubro de 2024, mas também não compareceu ao tribunal.

 

 

 

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