Diario de Pernambuco
Busca

CATOLICISMO

Vaticano atualiza normas sobre fenômenos sobrenaturais para proteger fiéis

A história da Igreja Católica está repleta de fenômenos estranhos
Por: AFP

Publicado em: 17/05/2024 13:29 | Atualizado em: 17/05/2024 13:36

O Papa Francisco observa durante a audiência geral semanal em 15 de maio de 2024 na praça de São Pedro, no Vaticano. (Crédito: ANDREAS SOLARO / AFP
)
O Papa Francisco observa durante a audiência geral semanal em 15 de maio de 2024 na praça de São Pedro, no Vaticano. (Crédito: ANDREAS SOLARO / AFP )

O Vaticano atualizou suas regras sobre supostos fenômenos sobrenaturais ou aparições para evitar que fiéis sejam prejudicados, segundo um documento publicado nesta sexta-feira (17). 

 

As novas normas, publicadas pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e aprovadas pelo papa Francisco, permitem uma interpretação mais moderada destes acontecimentos. 

 

"Às vezes uma possível reação divina é confundida (...) com pensamentos e fantasias humanas", disse o cardeal argentino Víctor Manuel Fernández, responsável pelo Dicastério, em coletiva de imprensa. 

 

A história da Igreja Católica está repleta de fenômenos estranhos ou inexplicáveis envolvendo estátuas religiosas ou objetos de todos os tipos. 

 

Há dois meses, o Vaticano rejeitou os supostos milagres de uma imagem da Virgem Maria na pequena cidade de Trevignano Romano, a noroeste de Roma, que teria chorado sangue e aumentado o tamanho das pizzas. 

 

As novas regras atualizam as que existiam desde 1978 e orientam os bispos, que até agora tinham liberdade para determinar a autenticidade das visões e aparições. 

 

Segundo o documento, o Vaticano "resolveu" apenas seis casos deste tipo desde 1950. 

 

"Hoje chegamos à convicção de que estas situações complicadas, que causam confusão entre os fiéis, devem ser sempre evitadas", indica o cardeal Fernández. 

 

As novas regras exigem maior colaboração entre as dioceses e o Vaticano no caso de eventos deste tipo.

 

Além disso, a decisão final de reconhecê-los deverá ser aprovada pelo Dicastério, um passo crucial para evitar "crimes, manipulação de pessoas, danos à unidade da Igreja, lucros econômicos indevidos, graves erros doutrinários, etc., que poderiam causar escândalos e minar a credibilidade da Igreja".