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GUERRA
Comissão Europeia aumenta apoio à agência da ONU para Refugiados Palestinos
Mais 68 milhões de euros foram somados à ajuda já prevista em 2024 e serão destinados no apoio a população palestina através de parceiros internacionais
Publicado: 01/03/2024 às 16:52
Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNWRA) (Foto: SAID KHATIB/AFP)
A Comissão Europeia (CE) anunciou hoje a decisão de aumentar a sua contribuição financeira para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNWRA), acrescentando mais 68 milhões de euros à ajuda já prevista em 2024, que serão destinados no apoio a população palestina através de seus parceiros internacionais, como a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho.
"Estamos ao lado do povo palestino em Gaza e noutros locais da região. Os palestinos inocentes não devem ter de pagar o preço dos crimes do grupo terrorista Hamas. Enfrentam condições terríveis que põem em risco as suas vidas devido à falta de acesso a alimentos suficientes e a outras necessidades básicas. É por isso que este ano estamos reforçando o nosso apoio a eles com mais 68 milhões de euros", afirmou Ursula Gertrud von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
Israel havia acusado alguns funcionários da UNWRA de terem estado envolvidos no ataque do Hamas no dia 7 de outubro, o que levou diversos países, incluindo de alguns dos principais doadores, a suspender temporariamente o apoio à agência da ONU, o que pode colocar em causa a sua própria continuidade.
“Tal como estabelecido em 29 de janeiro, a Comissão avaliou a sua decisão de financiamento para a UNRWA à luz das alegações muito graves feitas em 24 de janeiro que implicam vários funcionários da UNRWA nos hediondos ataques de 7 de outubro. A Comissão teve em conta as medidas tomadas pela ONU e os compromissos que exigiu da UNRWA”, diz o comunicado da Comissão Europeia.
ONU criou comitê independente para avaliar Agência
“Além disso, louva a ONU por ter criado um grupo de análise independente, dirigido por Catherine Colonna, para avaliar se a UNRWA está fazendo tudo o que está ao seu alcance para garantir a neutralidade e responder a alegações de violações graves”, acrescentou o texto da CE.
A UNRWA também indicou que está disposta a assegurar que seja efetuada uma análise do seu pessoal, a fim de confirmar que não participou nos ataques, e que sejam instituídos novos controles para atenuar esses riscos no futuro, além de reforçar o seu departamento de inquéritos internos e da governação que o envolve.
A UNRWA ainda concordou com uma auditoria, realizadad por peritos externos designados pela União Europeia, que examinará os sistemas de controle destinados a evitar a eventual participação do seu pessoal e dos seus bens em atividades terroristas.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, já destacou recentemente que esta agência é a organização mais importante da ONU na região e que trabalha em condições muito difíceis para ajudar mais de dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza que dela dependem para sobreviver, no contexto atual de catástrofe humanitária, que é uma das mais complexas do mundo.
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