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FAIXA DE GAZA

EUA enviam ajuda a Gaza e pedem que chegue aos necessitados

Este pacote de 53 milhões de dólares eleva para 180 milhões de dólares a ajuda que os EUA enviaram para os territórios palestinos desde que Israel iniciou a sua ofensiva à Gaza.

Publicado em: 27/02/2024 17:35 | Atualizado em: 27/02/2024 17:42

 (AFP)
AFP
O Governo dos Estados Unidos anunciou hoje o envio de 53 milhões de dólares em ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e a Cisjordânia através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

A diretora da USAID, Samantha Power, indicou que grande parte do dinheiro se destinará a ONGs internacionais e programas alimentares, através do Programa Alimentar Mundial (PAM). "Mas essa ajuda tem de chegar às pessoas necessitadas. E, neste momento, é necessário resolver os obstáculos burocráticos e os atrasos nas inspeções e o número de pontos de acesso a Gaza tem de ser significativamente aumentado", destacou.

Power ainda declarou que os trabalhadores humanitários que estão na Faixa de Gaza têm de "ser protegidos" e poder fazer o seu trabalho "sem serem alvejados e mortos".

Este pacote de 53 milhões de dólares eleva para 180 milhões de dólares a ajuda que os EUA enviaram para os territórios palestinos desde que Israel iniciou a sua ofensiva à Gaza.

Condolências pela morte de militar 

O Departamento de Estado dos Estados Unidos também prestou condolências pela morte do norte-americano Aaron Bushnell, militar de 25 anos da Força Aérea dos EUA, que ateou fogo ao próprio corpo, no último domingo, em frente à embaixada de Israel em Washington.

"As nossas mais sinceras condolências vão para a família. No que diz respeito a este ato, ou a qualquer tipo de protesto, estamos obviamente conscientes da profundidade dos sentimentos que as pessoas têm sobre esta questão. Estamos constantemente a ter em conta estes pontos de vista e a utilizá-los para pensar na forma como abordamos a
questão e se há coisas que podemos fazer de forma diferente", disse Matthew Miller, porta-voz da Casa Branca.

Bushnell, que morreu na segunda-feira (26) em decorrência dos graves ferimentos causados pelo fogo, declarou antes do acontecimento: "Não serei mais cúmplice de um genocídio. Estou prestes a participar de um ato extremo de protesto, mas, comparado com o que as pessoas têm vivido na Palestina nas mãos dos seus colonizadores, não é nada extremo. Isto é o que a nossa classe dominante decidiu que seria normal".
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