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Estados Unidos consideram 'alarmante' a suspensão de escritório da ONU na Venezuela

Escritório da ONU foi suspenso no país após um Alto Comissariado expressar "profunda preocupação" com a prisão da ativista Rocío San Migue
Por: AFP

Publicado em: 16/02/2024 16:36

Medida foi tomada pelo governo do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro (foto: Zurimar CAMPOS / Venezuelan Presidency / AFP)
Medida foi tomada pelo governo do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro (foto: Zurimar CAMPOS / Venezuelan Presidency / AFP)

A suspensão das atividades do escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) na Venezuela é "alarmante", afirmou uma fonte do Departamento de Estado americano nesta sexta-feira (16).

 

O governo do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, tomou essa medida depois de o Alto Comissariado expressar sua "profunda preocupação" com a prisão da ativista Rocío San Miguel.

 

Os Estados Unidos consideram "alarmante" essa decisão "de represália" pela posição do escritório técnico de assessoria da ONU na defesa da ativista, afirmou a fonte, que pediu anonimato, em declarações à AFP.

 

Washington "apoia totalmente o ACNUDH e suas operações na Venezuela de monitoramento e informação sobre os direitos humanos, assim como a prestação de assistência técnica, em conformidade com o mandato da Assembleia-Geral das Nações Unidas", acrescentou a fonte.

 

A Casa Branca afirmou esta semana que está "profundamente preocupada" com a prisão de Rocío San Miguel, e apontou que acompanha a situação "muito de perto". 

 

Recentemente, o governo do presidente democrata Joe Biden elevou o tom contra Maduro, a quem critica por não cumprir o acordo de Barbados alcançado em outubro com a oposição.

 

Tal acordo determinou que as eleições presidenciais deveriam ocorrer no segundo semestre deste ano.

 

O pacto consistia em suspender a inelegibilidade de todos os candidatos às eleições, mas o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela ratificou a que pesava sobre a líder oposicionista María Corina Machado.

 

A irritação aumentou com a prisão de Rocío San Miguel, a quem Caracas acusou de "traição à pátria", "terrorismo" e "conspiração", ao vinculá-la "de maneira direta" com um suposto plano para assassinar Maduro.

 

 

 

Washington alertou Maduro, cuja reeleição em 2018 considera fraudulenta, de que voltará a impor sanções ao setor petrolífero e gasífero em abril caso não mude de posição.

 

Em janeiro, os Estados Unidos retomaram as sanções à mineradora estatal de extração de ouro da Venezuela.

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