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GUERRA

Reino Unido é pressionado a manter ajuda humanitária aos palestinos

Rede que reúne mais de 350 ONGs e agências humanitárias, fez um apelo para que Londres não pare o financiamento a organizações de ajuda humanitária

Publicado em: 30/01/2024 15:35

Agências internacionais criticam a decisão dos principais doadores de cortarem o financiamento de ajuda humanitária à Gaza  (foto: AFP)
Agências internacionais criticam a decisão dos principais doadores de cortarem o financiamento de ajuda humanitária à Gaza (foto: AFP)

Após uma decisão dos EUA, Reino Unido entre outras diversas nações ocidentais de parar o financiamento à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), Organizações de ajuda humanitária pressionam o governo britânico para garantir que a assistência humanitária continue a ser entregue através da UNRWA em Gaza.

 

A rede britânica Bond, que reúne mais de 350 ONGs e agências humanitárias, fez um apelo a Londres nesse sentido. "A UNRWA é a principal provedora de assistência humanitária para milhões de palestinos deslocados, bem como para milhões de pessoas em todo o Oriente Médio", afirmou Romilly Greenhill, CEO da Bond.

 

A medida de suspender o financiamento ocorreu depois da UNRWA iniciar uma investigação sobre 12 membros da sua equipe que alegadamente Israel acusa de terem participado direta ou indiretamente do ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro, resultando na morte de 1.140 pessoas. Israel já declarou que quer “parar” a atividade da agência e que esta “não fará parte” da ajuda prestada a Gaza no pós-guerra.

 

Além disso, as agências internacionais de ajuda humanitária, incluindo a Oxfam, a Save the Children e a ActionAid, manifestaram a sua preocupação e indignação com a decisão dos principais doadores de cortar o financiamento a UNRWA. A coligação dessas 21 agências emitiu uma declaração conjunta em que critica a medida como "imprudente" e destacou o seu impacto em toda a população palestina, particularmente em Gaza, onde mais de 2 milhões de civis, sendo mais da metade dos quais crianças, dependem da ajuda da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos.

 

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Cameron, anunciou que vai iniciar mais uma viagem ao Oriente Médio, sendo uma das pautas das conversações obter um avanço quantitativo na entrada de ajuda a Faixa de Gaza.

 

 

 

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, também irá se reunir com os principais países doadores da UNRWA,em Nova Iorque, na próxima terça-feira. "O secretário-geral está pessoalmente horrorizado com as acusações contra funcionários da UNRWA. Assim, convocou uma reunião com os principais países doadores", disse Stephane Dujarric, porta-voz de Guterres.

 

Também apesar dos apelos internacionais para um aumento na ajuda após uma resolução da ONU e uma ordem do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sustenta que apenas uma quantidade mínima de ajuda é necessária para o enclave palestino. Na última sexta-feira (26), o TIJ ainda disse que Israel deve "tomar todas as medidas ao seu alcance" para deixar de matar civis palestinos, em violação da Convenção sobre o Genocídio.


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