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(Foto: DAVID GANNON/AFP)
Nesta terça-feira, após uma reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, o chanceler alemão, Olaf Scholz, defendeu que a Alemanha deve estabelecer parcerias econômicas equilibradas na Ásia. "A Alemanha aposta em ampliar as relações econômicas na Ásia. Não queremos nos fechar a um único parceiro, queremos parcerias equilibradas. Não temos interesse em nos isolar economicamente da China, o principal parceiro comercial de Berlim", afirmou Scholz.
Durante o encontro na capital alemã, Scholz também pediu a Qiang para a China se empenhar mais em persuadir a Rússia a pôr termo à guerra na Ucrânia. "Apelei novamente ao Governo chinês para que exerça a sua influência de forma ainda mais forte sobre a Rússia nesta guerra. Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, a China tem um dever muito especial nesta matéria", disse o chanceler.
Scholz considerou ainda ser importante que a China continue a não fornecer armas ao agressor, a Rússia, e parabenizou a posição chinesa de que não deve haver qualquer ameaça de utilização de armas nucleares.
Li não respondeu diretamente nem mencionou a Ucrânia na coletiva à imprensa, no entanto apelou a uma maior cooperação com a Alemanha para suplantar as dificuldades econômicas. "A recuperação econômica global carece de uma dinâmica de crescimento.
A China e a Alemanha, como nações grandes e influentes, devem trabalhar ainda mais estreitamente em conjunto para a paz e o desenvolvimento do mundo", afirmou. Além do mais, o primeiro-ministro chinês assegurou que Pequim atribuiu suma relevância aos laços entre a União Europeia e a China e gostaria de trabalhar com a Alemanha para promover e fortalecer estes laços. Ambos os líderes sublinharam a necessidade de cooperar face aos grandes desafios globais, incluindo a luta contra as alterações climáticas.
A visita de Li Qiang à Alemanha é a primeira ao exterior desde que assumiu suas funções, em março. A reunião acontece um dia após o presidente chinês, Xi Jinping, ter se reunido com o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em Pequim.
Segundo os especialistas internacionais, as duas iniciativas indicam um esforço da China em se aproximar do Ocidente e melhorar as relações.
O programa da visita de Qiang prevê, além disso, um encontro entre empresários dos dois países na presença do vice-chanceler e ministro da Economia e da Proteção do Clima, Robert Habeck.
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