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MEIO AMBIENTE

Ondas de calor cada vez mais frequentes na Europa

Por: AFP

Publicado em: 18/07/2022 11:00

 (Foto: OLI SCARFF / AFP)
Foto: OLI SCARFF / AFP
 As altas temperaturas desta segunda-feira (18) na França e Reino Unido ilustram a multiplicação das ondas de calor na Europa, causadas pela mudanças climáticas. 

As emissões de gases do efeito estufa aumentam a potência, duração e o ritmo de repetição dessas ondas, segundo os cientistas.

Essas foram as principais ondas de calor que afetaram a Europa desde o início do século XXI:

Verão de 2022: duas ondas de calor em menos de um mês
 
Uma onda de calor extremo e precoce atinge o centro e o sul da Europa e causa numerosos incêndios em meados de junho. Países como Alemanha e Áustria registram recordes de temperatura para um mês de junho.

A segunda onda, um mês mais tarde, também provoca incêndios florestais na França, Espanha, Grécia e Portugal. Por conta disso, milhares de habitantes e turistas são obrigados a deixar suas residências. Também houveram vítimas fatais nos serviços de emergência. 

O Reino Unido emite pela primeira vez um alerta nacional, por conta dos picos de temperatura acima de 40ºC.

Verão de 2021: Grécia e Espanha
 
Entre o final de julho e início de agosto, em 2021, a Grécia sofre "a pior onda de calor desde 1987", com picos de 45ºC.

Incêndios devastam regiões mediterrâneas no país, na Turquia, Itália e Espanha.

Entre os dias 11 e 16 de agosto, a Espanha registra mais de 45ºC em partes de Andaluzia e no sul, em Múrcia.

Duas ondas de calor em 2019, temperaturas recordes
 
A Europa registra duas ondas de calor entre o final de junho e meados de julho de 2019. 

Segundo estimativa feita pela Universidade de Lovaina, na Bélgica, cerca de 2.500 pessoas falecem por conta das ondas.

Entre os dias 24 e 25 de julho são registrados recordes na Holanda, Bélgica, Alemanha e Reino Unido: 42,6ºC em Leuven, noroeste da Alemanha, 41,8ºC em Begijnendijk, norte da Bélgica, 40,4ºC no sul da Holanda e 38,7ºC em Cambridge, no leste da Inglaterra.

2018: calor, seca e incêndios
 
Na segunda metade de julho e início de agosto, a seca deixa o Rio Danúbio em um nível mínimo de água.

Grandes incêndios são registrados em Portugal e na Espanha.

2017: incêndios e temperaturas extremas
 
As ondas de calor se repetem entre o final de junho e a primeira metade de agosto. Portugal sofre incêndios florestais de grande magnitude. 

Espanha registra um pico de 46,9ºC no dia 13 de julho em Córdoba, segundo os dados de Aemet.

2015: onda de calor precoce
 
As ondas de calor começam em junho. A Inglaterra registra um pico de 36,7ºC no início de julho.

As mortes causadas pelas ondas de calor na França são estimadas em 1.700, segundo um estudo publicado em abril de 2019.

2007: Europa central e do sul
A onda de calor golpeia os países do centro e do sul da Europa no final de junho.

A Hungria lamentou mais de 500 mortos. Itália, Macedônia e Sérvia sofrem muitos incêndios florestais.

2003: milhares de mortos
 
Na Europa ocidental, em particular na França, Itália, Espanha e Portugal, os países sofrem o período de ondas de calor na primeira metade do mês de agosto.

No dia 1 de agosto de 2003, Amareleja no sul de Portugal registra uma temperatura recorde de 47,3ºC.

As ondas de calor afetaram especialmente as pessoas na terceira idade. 

Através de um estudo posterior, cientistas calcularam a morte de mais 70 mil pessoas mortas devido as ondas no verão de 2003 em 16 países europeus. França e Itália lideraram esse recorde, respectivamente, com 15 e 20 mil mortos. 
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