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VARÍOLA DO MACACO

Dos primeiros casos da varíola do macaco na África à atual expansão

Por: AFP

Publicado em: 23/07/2022 14:50

 (Foto: Freya KAULBARS / RKI Robert Koch Institute / AFP)
Foto: Freya KAULBARS / RKI Robert Koch Institute / AFP
Mesmo aparecendo durante os anos 70 na África, a varíola do macaco é uma doença viral em expansão.

Essas são as datas mais pontuais em relação a essa doença de origem animal, de pouca gravidade, cujo vírus é semelhante ao da varíola, erradicada desde 1980:

1970: primeiro caso detectado
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a varíola do macaco foi detectada pela primeira vez em seres humanos no ano de 1970, na República Democrática do Congo (RDC, na época Zaire), em um menino de nove anos.

Desde então, foram registrados casos humanos da varíola do macaco em zonas rurais ou em florestas de 11 países da África: Benin, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Libéria, Nigéria, República Centro-Africana, Congo, RDC, Serra Leoa e Sudão do Sul.

2003: primeiro surto fora da África
 
O primeiro surto fora do continente africano foi nos Estados Unidos, em junho de 2003.

As autoridades sanitárias dos Centros de Detecção e Controle de Doenças (CDC) reportaram 87 casos, dos quais 20 foram analisados e confirmados, mas nenhuma morte.

A doença se propagou no país depois da contaminação de cães-da-pradaria e roedores importados de Gana.

2017: epidemia na Nigéria
 
A partir de 2017, a Nigéria passa por "uma grande epidemia", ultrapassando 500 casos suspeitos, mais de 200 confirmados e uma taxa de letalidade próxima de 3%, segundo a OMS.

Em setembro de 2018 são notificados casos esporádicos de turistas vindos da Nigéria em Israel. Além da mesma data, em dezembro de 2019 e maio de 2021 e 2022 também houve casos no Reino Unido. 

Já em Singapura, um caso é confirmado em maio de 2019 e nos Estados Unidos dois casos, um em julho e outro em novembro de 2021.

Maio de 2022: eclosão de casos fora da África
 
A partir de maio de 2022, apareceram casos em países onde a doença não era endêmica até então. No Reino Unido, uma série de contágios foram detectados no começo do mês.

No dia 20 de maio, o país conta com 20 pacientes.

A doença afeta também a Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal e Suécia.

A OMS registra, então, 80 casos confirmados no mundo, incluindo contágios nos Estados Unidos, Canadá e Austrália.

Final de maio: vacinação dos casos de contato
 
Os Estados Unidos anuncia, no dia 23 de maio, a vacinação dos casos de contato com vacinas contra a varíola, igualmente eficazes contra a varíola do macaco.

Já no dia 26, a União Europeia (UE) anuncia a preparação para compra conjunta de vacinas e tratamentos contra a varíola do macaco, enquanto a França realiza as primeiras vacinações de casos no dia 27.

Início de junho: mais de 1.000 casos
 
O presidente da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou 8 de junho "mais de 1.000 casos confirmados" em 29 países que a doença não era endêmica até aquele momento.

No dia 25, ele considera o surto como uma ameaça muito preocupante para a saúde, mas ainda não a nível de "emergência sanitária mundial".

Final de junho: vacinação preventiva
 
Com cerca de 800 casos, no dia 21 de junho, o Reino Unido pede a vacinação preventiva dos homens "de risco", em particular os homossexuais com múltiplos parceiros.

No dia 8 de julho, a França também propõe a vacinação preventiva.

Meados de julho: mais de 14.500 casos em 70 países
 
No dia 19 de julho, o CDC informa mais de 14.500 casos confirmados em aproximadamente 60 países nos quais a doença era, até então, desconhecida.

Os países europeus, Estados Unidos e Canadá concentraram a maioria dos casos.

23 de julho:
 
A OMS ativa seu nível máximo de alerta por conta da varíola do macaco.
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