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GUERRA

Zelensky incentiva resistência da Ucrânia frente à Rússia em visita ao front sul

Por: AFP

Publicado em: 18/06/2022 18:12

 (Foto: Handout / UKRAINE PRESIDENCY / AFP)
Foto: Handout / UKRAINE PRESIDENCY / AFP
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, visitou neste sábado (18) cidades da frente sul devastadas pela ofensiva russa, que nas últimas semanas se intensificou no leste, onde são travados "combates ferozes".

O presidente ucraniano, que raramente saiu de Kiev desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, visitou Mikolaiv, perto do Mar Negro, e se reuniu com militares na região vizinha de Odessa.

Depois da tentativa frustrada de ocupar Kiev, capital do país, as forças russas concentraram sua ofensiva no leste e no sul da Ucrânia.

"É importante que vocês estejam com vida. Enquanto viverem, há um forte muro ucraniano que protege o nosso país", disse Zelensky aos soldados mobilizados em Odessa.

"Quero agradecer-lhes em nome do povo da Ucrânia, do nosso Estado, pelo grande trabalho que estão fazendo, por seu serviço impecável", acrescentou.

Em Mikolaiv, Zelensky inspecionou um prédio da administração regional muito danificado pelos bombardeios e se reuniu com funcionários locais, segundo um vídeo difundido pela Presidência. 

Esta cidade portuária e industrial, que tinha cerca de meio milhão de habitantes antes da guerra, seria uma conquista importante para as tropas russas por se encontrar na via que leva a Odessa, o principal porto da Ucrânia, 130 km a sudoeste.

"Estamos abandonando tudo"
 
Mas os combates mais intensos são travados há semanas na bacia mineira do Donbass (leste), já controlada parcialmente desde 2014 por separatistas pró-russos.

"Agora, a batalha mais feroz se situa perto de  Severodonetsk", disse o governador da região de Lugansk, Serguei Gaidai. 

O governador reportou mais "destruição" na usina química de Azot, onde 568 pessoas estão refugiadas, inclusive 38 crianças.

Gaidai também reportou combates "difíceis" em Toshkivska e Zolote, e explicou que a cidade de Lysychansk, separada de Severodonetsk por um rio, está sendo "duramente bombardeada". 

"Estamos abandonando tudo e indo embora. Ninguém consegue sobreviver a ataque semelhante", disse a professora Alla Bor, que preparava sua partida com o genro, Volodimir, e seu neto de 14 anos.

"Deixamos a casa. Deixamos comida para nosso cão. É desumano, mas o que se pode fazer?", questionou.

No enclave separatista de Donetsk, as autoridades pró-russas reportaram bombardeios ucranianos, que deixaram cinco mortos e 12 feridos.

A TV estatal russa divulgou na sexta-feira vídeos que mostram dois veteranos americanos - Alexander Drueke e Andy Huynh -, que tinham se alistado no exército ucraniano, capturados pelas forças de Moscou.

Para lutar contra as tropas russas, Zelensky pede que o Ocidente acelere a entrega de armas.

A Ucrânia conta, em todo caso, com uma chegada rápida destas armas para passar à contraofensiva e, enquanto isto não acontece, descarta uma eventual retomada das negociações.

"Um acordo mínimo (para chegar às negociações) seria que os fizéssemos recuar ou que [os russos] voltassem voluntariamente às posições que ocupavam antes de 24 de fevereiro", disse o chefe da equipe de negociações ucraniana, David Arajamia, à sucursal da rádio americana Voice of America.

Impactos globais 
 
A guerra na Ucrânia tem um impacto global, devido ao bloqueio de portos ucranianos por onde saem cereais para meio mundo e à redução de entregas de gás russo à Europa.

Os preços da energia e dos alimentos dispararam em todo o planeta e Kiev se nega a retirar as minas do porto de Odessa por medo de um desembarque militar russo.

Se os grãos continuarem bloqueados, poderia ocorrer "uma catástrofe alimentícia mundial", advertiu o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

O presidente russo, Vladimir Putin, negou na sexta-feira que a invasão russa fosse a causa da inflação mundial ou da escassez de cereais e as atribuiu aos "erros sistêmicos" dos países ocidentais. 

Putin lançou a invasão da Ucrânia com o objetivo de "desnazificar e desmilitarizar" um país que estava se aproximando demais do Ocidente.

Na sexta-feira, a Comissão Europeia recomendou conceder à Ucrânia o status de candidato à UE, que debaterá o assunto na próxima semana em Bruxelas.

Putin afirmou que não tinha "nada contra" essa adesão, visto que "diferentemente da Otan, a UE não é uma aliança militar".

Contudo, considerou que se a Ucrânia for admitida na UE, "se tornará uma semicolônia" dos países ocidentais. 
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