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AMAZÔNIA

Lideranças indígenas brasileiras condenam desaparecimento de jornalista e indigenista em frente à sede da UE

Por: AFP

Publicado em: 16/06/2022 16:10

 (Foto: AFP
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Foto: AFP
Sete líderes indígenas brasileiros denunciaram nesta quinta-feira (16) em Bruxelas o clima de violência e "impunidade" na Amazônia, após o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, e culparam o governo de Jair Bolsonaro por crimes ambientais.

Os representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que reúne entidades de todo o país, se manifestaram em frente à sede da União Europeia (UE), na Bélgica, e garantiram que os desaparecimentos estão ligados à impunidade e à violência que imperam na região.

Phillips, um colaborador do jornal britânico The Guardian, de 57 anos, estava trabalhando em um livro sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia. Pereira, especialista da Funai, de 41 anos, atuava como seu guia.
 
Ambos desapareceram há 10 dias e um dos dois suspeitos detidos pelo caso afirmou que eles foram assassinados e confessou ter enterrado seus corpos na floresta. A polícia encontrou restos mortais, que nesta quinta-feira foram encaminhados a Brasília para identificação.

Um dos líderes indígenas presentes em Bruxelas, Dinamam Tuxa, disse à AFP que tanto os criminosos quanto o governo brasileiro são responsáveis pelo desaparecimento dos dois homens.

"Bruno e Dom Phillips foram vítimas de políticas do governo, de organizações criminosas que não se importam com as denúncias", declarou.
 
Tuxa lembrou que centenas de indígenas e ativistas ambientais foram assassinados nas últimas décadas por denunciar a criação de gado, o garimpo, a pesca e a extração de madeira ilegais na Amazônia.

"O governo brasileiro não quer lutar contra essas violações, principalmente os crimes ambientais. A sensação é de que há impunidade", disse.

"Queremos justiça para Dom, para Bruno, para as lideranças indígenas, para os ativistas ambientais assassinados justamente por enfrentar" as atividades ilegais na Amazônia, acrescentou.
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