Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Mundo

INSEGURANÇA ALIMENTAR

FAO adverte que 'mais vulneráveis pagarão mais por menos' pelos alimentos

Por: AFP

Publicado em: 09/06/2022 20:02

 (crédito: ADRIEN BARBIER)
crédito: ADRIEN BARBIER
Os países importadores de alimentos pagarão mais, mas receberão menos, em 2022, devido à guerra na Ucrânia, alerta a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em seu relatório "Perspectivas Alimentares".

A invasão russa à Ucrânia teve um impacto global ao agravar a crise alimentar em muitos países devido ao aumento dos preços de cereais e fertilizantes. “O custo global das importações de alimentos aumentará em US$ 51 bilhões em relação a 2021, dos quais US$ 49 bilhões se devem unicamente ao aumento dos preços”, assinala a FAO.

O aumento do custo geral se explica primeiramente "pela alta dos preços e custos do transporte, e não pelo aumento dos volumes", ressaltou a organização.

Em 2022, “a produção mundial dos principais cereais diminuirá pela primeira vez em quatro anos” e seu uso mundial também “irá registrar uma queda pela primeira vez em 20 anos", segundo o órgão. A produção mundial de trigo, por exemplo, cairá para 771 milhões de toneladas, segundo a FAO.

A agência da ONU destaca um contexto tenso, com colheitas incertas devido à guerra na Ucrânia, ou mesmo secas, como a que ocorre na Índia ou na Argentina. Ressalta, porém, que o consumo humano direto de cereais não será afetado, uma vez que a queda das exportações “virá da diminuição do uso de trigo, cereais secundários e arroz na alimentação animal”.

Queda de rendimento 
 
O relatório analisa o impacto da guerra na Ucrânia, um conflito entre duas superpotências agrícolas, que representavam 30% do comércio mundial de trigo e 78% das exportações de óleo de girassol.

Desde o início da invasão, os preços do trigo subiram 40%, destaca o texto. "Mais de 30 países, importadores líquidos de trigo, dependem desses dois países para, pelo menos, 30% de suas importações", cita a FAO.

Embora os aumentos de preços "costumem ser uma vantagem para os produtores" de insumos, levantam-se dúvidas "sobre a possibilidade de os agricultores do mundo poderem se permitir comprá-los".

A FAO está particularmente preocupada com a redução do rendimento da próxima safra se alguns agricultores decidirem reduzir o uso de fertilizantes, cujos preços triplicaram em um ano e dos quais a Rússia é um dos principais exportadores.

A guerra também desacelerou significativamente as exportações da região do Mar Negro, devido ao bloqueio dos portos ucranianos e ao aumento do custo dos seguros para os graneleiros que operam nessa área.

O líder senegalês e atual presidente da União Africana, Macky Sall, pediu nesta quinta-feira que o porto ucraniano de Odessa seja desminado, para permitir a exportação de grãos. Kiev se nega a remover as minas, por temer que Moscou aproveite a oportunidade para atacar a cidade, mas Sall afirmou que recebeu garantias do presidente russo, Vladimir Putin, de que suas forças não atacariam aquela área.

À medida que a nova safra se aproxima, haverá também a questão do armazenamento de grãos na Ucrânia, onde pode haver escassez de silos
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
WIDGET PACK - Sistema de comentários
Manhã na Clube: entrevistas com o pastor Wellington Carneiro e Alexandre Castelano
Planta gigante, prima da vitória-régia, é descoberta em Londres
Manhã na Clube: entrevistas com a deputada estadual Teresa Leitão (PT) e Juliana César
Última Volta: GP da Grã Bretanha de F1 2022
Grupo Diario de Pernambuco