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AIE diz que União Europeia deve se preparar para corte de gás russo

Publicado em: 22/06/2022 14:20

 (Foto: AFP)
Foto: AFP
Nesta quarta-feira (22), o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, anunciou que a Europa precisa estar pronta para o caso de um corte total de fornecimento do gás da Rússia e instou os governos da União Europeia (UE) que expandam o conjunto de ações direcionadas à preparação para este cenário. “As atuais reduções de oferta de Moscou são voltadas para evitar o armazenamento de gás na Europa. A Europa deve se preparar para a possibilidade de uma paralisação completa das exportações de gás russo neste inverno. Quanto mais nos aproximamos do inverno, mais entendemos as intenções da Rússia", disse Birol. 
 
Na semana passada, a empresa estatal russa Gazprom já cortou 60% do fornecimento de gás que é enviado pelo gasoduto Nord Stream, alegando que se tratou apenas de uma questão meramente técnica. Mas Birol avaliou que cortes são voltados para evitar o abastecimento da Europa e aumentar a alavancagem da Rússia nos meses de inverno. Além disso, a Agência Internacional de Energia afirma que o governo russo vem manipulando os preços do gás desde o ano passado, quando os custos do gás na Europa alcançaram patamares recordes. “As medidas de emergência tomadas pelos países europeus nesta semana para reduzir as demandas de gás, como o acendimento de antigas usinas de carvão, foram justificadas pela dimensão da crise apesar das preocupações com o aumento das emissões de carbono. Mas a volta da geração de energia do carvão será temporária e vai ajuda a manter suprimentos de gás suficientes para a próxima temporada de aquecimento”, comentou o chefe da AIE.
 
Na Europa, nações como a Itália, Áustria, Alemanha e Países Baixos já divulgaram seus projetos para impulsionar o uso de carvão para geração de energia e, também a Dinamarca e a Suécia declararam que irão adotar medidas emergenciais para refrear o uso de gás natural. 
Entretanto, Birol advertiu que as atuais ações podem não ser suficientes se as exportações de gás russo parar inteiramente e pediu aos líderes europeus que intensifiquem os esforços para preencher as instalações de armazenamento assim como busquem por outras alternativas. “Acredito que haverá mais medidas sobre a demanda a partir da aproximação do inverno. E o racionamento do gás é uma possibilidade, o que poderia ajudar ainda a compensar as consequências da perda de gás russo. O bloco deve considerar adiar o fechamento (usinas nucleares) desde que as condições de segurança estejam presentes”, sugeriu.
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