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CORRUPÇÃO

MP mexicano pede 39 anos de prisão para ex-chefe da Pemex por envolvimento em caso Odebrecht

Por: AFP

Publicado em: 05/01/2022 21:22

 (Foto: Getty images/ AFP/ A. Estrella)
Foto: Getty images/ AFP/ A. Estrella
O Ministério Público mexicano pediu 39 anos de prisão para Emilio Lozoya, ex-chefe da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), acusado de envolvimento no escândalo de propinas pagas pela Odebrecht, além de outros atos de corrupção.

Uma fonte judicial próxima ao caso confirmou nesta quarta-feira (5) à AFP versões da mídia local segundo as quais o Ministério Público (MP) solicitou a pena de 39 anos de prisão para Lozoya, único funcionário do alto escalão mexicano investigado no caso Odebrecht.

A fonte, que pediu para não ser identificada por não ter sido autorizada a testemunhar, também confirmou que esta pena de prisão seria pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e suborno.

O MP também pediu 25 anos de prisão para Gilda Margarita Austin, mãe de Lozoya, acusada de ser coparticipante de atos de corrupção atribuídos a seu filho, segundo fonte judicial.

Lozoya, 47, que foi colaborador próximo do ex-presidente Enrique Peña Nieto, está detido em uma prisão na Cidade do México desde 3 de novembro passado.

O juiz encarregado do caso deverá informar a defesa de Lozoya sobre a pena solicitada pelo Ministério Público.

O ex-funcionário, que chefiou a Pemex entre 2012 e 2016, foi capturado na Espanha em fevereiro de 2020 e extraditado para o México em julho do mesmo ano.

Ele conduziu seu processo com medidas cautelares em um acordo com o MP em troca de depoimentos contra outros supostos envolvidos, incluindo Peña Nieto, mas os elementos que forneceu não foram considerados valiosos e sua prisão foi solicitada.

O MP mexicano revelou em 2020 que Lozoya declarou que 4,4 milhões de dólares pagos pela Odebrecht foram usados para financiar a campanha à presidência de Peña Nieto em 2012.

No entanto, até o momento nenhuma investigação foi iniciada contra o ex-presidente ou seus colaboradores mais próximos, incluindo o ex-chanceler Luis Videgaray.

Lozoya também é acusado de autorizar a compra superfaturada em 200 milhões de dólares pela Pemex de uma fábrica de fertilizantes deteriorada.
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