Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Mundo

TAXAÇÃO

Líderes da Ásia-Pacífico concordam em reduzir taxas das vacinas contra Covid-19

Por: AFP

Publicado em: 12/11/2021 18:47 | Atualizado em: 12/11/2021 18:47

 (Foto: RYAD KRAMDI / AFP
)
Foto: RYAD KRAMDI / AFP
Os líderes do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), reunidos em uma cúpula remota, concordaram neste sábado (sexta, 12, em Brasília) em reduzir a taxação das vacinas contra a Covid-19, mas não fizeram progressos significativos em matéria de mudanças climáticas.

Os participantes da reunião anual do mais alto nível deste fórum - uma organização de 21 países, incluindo México, Peru e Chile - também receberam com frieza os esforços dos Estados Unidos para restabelecer relações com a região após suas políticas protecionistas durante o governo de Donald Trump.

No total, os representantes dos 21 países, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, participaram deste encontro organizado pela Nova Zelândia, que aconteceu em paralelo à conferência climática COP26 de Glasgow, no Reino Unido.

A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, que presidiu a reunião, disse que era uma oportunidade para discutir um "reajuste" econômico após a crise do coronavírus.

"Os líderes da APEC estão determinados a trabalhar juntos para derrotar a Covid-19", afirmou ela. “Estamos focados em uma resposta econômica coordenada à recessão mais profunda em 75 anos, na criação de novos modelos de crescimento e em lidar com as mudanças climáticas”, acrescentou.

Recuperação "mais verde"
Os participantes concordaram em pressionar para congelar os aumentos nos subsídios aos combustíveis fósseis, como parte de um plano para tornar sustentável o desenvolvimento econômico pós-pandemia.

Uma ideia, também evocada na COP26, que a APEC levantou pela primeira vez há mais de 10 anos, mas nunca foi implementada.

Antes da declaração final ser divulgada, a primeiro-ministra da Nova Zelândia havia pedido "mais ambição".

“É claro que gostaríamos de ver um mundo sem subsídios aos combustíveis fósseis em nossas economias, que tem sido a posição da Nova Zelândia há muito tempo e que continuaremos a promover”, disse Ardern, alertando que “se o mundo não estiver preparado para tomar medidas enérgicas contra as mudanças climáticas, então o mundo deve estar preparado para as consequências desastrosas das mudanças climáticas”.

"Na Ásia-Pacífico, temos que garantir que a recuperação da pandemia seja ecológica e temos que liderar uma resposta científica à mudança climática", afirmou, por sua vez, o presidente Xi à margem do evento.

Para seu homólogo sul-coreano, Moon Jae-in, a mudança para fontes limpas de energia representa nada menos do que uma "grande transformação da civilização" que afeta a toda a humanidade.

O principal resultado da cúpula foi o compromisso de reduzir as tarifas de vacinas e outros suprimentos médicos relacionados à pandemia para agilizar a resposta internacional à crise de saúde.

Esta reunião da APEC foi realizada em um contexto de rivalidade crescente entre os Estados Unidos e a China, as principais potências econômicas e militares da região.

As tensões entre Washington e Pequim aumentaram em relação a Taiwan, direitos humanos e comércio, e uma para segunda-feira está prevista uma esperada reunião remota entre Joe Biden e Xi Jinping.

No mês passado, aviões chineses realizaram um número recorde de investidas na zona de defesa aérea de Taiwan e, na quinta-feira, Xi alertou contra um ambiente de "guerra fria" na região da Ásia-Pacífico.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Manhã na Clube: entrevistas com Teresa Leitão (PT/PE), Almir Mattias e Renata Berenguer
Laboratório anuncia teste para diferenciar o coronavírus da gripe A e B
Manhã na Clube: entrevistas com Alberto Feitosa (PSC), Márcia Horowitz e Andreia Rodrigues
Justiça por Beatriz: pais organizam peregrinação de 720 km para cobrar solução de assassinato
Grupo Diario de Pernambuco