Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Mundo

POLÍTICA

Alemanha se aproxima de governo de coalizão entre social-democatas, Verdes e liberais

Por: AFP

Publicado em: 06/10/2021 13:54

 (Foto: Tobias Schwarz/AFP

)
Foto: Tobias Schwarz/AFP
O Partido Social-Democrata (SPD), vencedor das eleições legislativas da Alemanha, o Partido Verde e o Partido Democrático Liberal (FDP) vão iniciar negociações preliminares na quinta-feira (7) para tentar formar uma coalizão, mas o líder conservador não joga a toalha.

Dez dias após as legislativas, as negociações aceleram na Alemanha para evitar os meses de paralisia registrados após as eleições de 2017, quando as discussões pareceram intermináveis.

Terceiro mais votado, o Partido Verde anunciou nesta quarta-feira (6) o desejo de aprofundar o diálogo com o SPD e o FDP.

"Nosso interesse é fazer as coisas avançarem rapidamente", afirmou a copresidente do partido Annalena Baerbock.

"O país não pode se dar ao luxo de um impasse prolongado", enquanto uma coalizão é negociada, insistiu.

"As conversas das últimas semanas mostraram que as maiores interseções de conteúdo são possíveis com este esquema (com SPD e FDP), sobretudo, no âmbito da política social", explicou o outro copresidente do Partido Verde Robert Habeck.

Pouco depois, os liberais anunciaram uma reunião com os social-democratas e os ecologistas para esboçar um futuro governo de "centro progressista", nas palavras do presidente do FDP, Christian Lindner.

Uma proposta que também foi aceita pelo SPD, que pode retornar ao posto de chefe de Governo pela primeira vez desde Gerhard Schröder, em 2005.

"Os cidadãos nos deram um mandato para colocar em prática um governo juntos", afirmou o líder do SPD, Olaf Scholz.

"A lição"
As negociações, no entanto, devem ser complexas, entre partidos com divergências em muitos temas, como questões fiscais, por exemplo. Enquanto os liberais são contra o aumento de impostos, o SPD é a favor.

Para Lindner, uma coalizão com os ecologistas e os democrata-cristãos (CDU) de Angela Merkel continua sendo "uma opção viável em termos de conteúdo".

Uma aliança de três partidos com programas tão diferentes não acontece na Alemanha desde a década de 1950.

Ao mesmo tempo, os conservadores da CDU, que ficaram em segundo lugar nas eleições e são liderados pelo impopular Armin Laschet, não desistiram de tentar formar um governo, com os liberais e os ecologistas. Esta é a única maneira de conseguir permanecer na Chancelaria após os 16 anos da era Merkel.

Nesta quarta-feira, Laschet, um ex-jornalista de 60 anos, disse respeitar a decisão dos Verdes e do FDP de optar por negociações com o SPD. Disse, porém, que está "disposto" a dialogar com os dois partidos.

A coalizão entre estes três partidos parece a que tem menos chance seguir adiante.

Uma pesquisa do instituto Forsa mostra que a maioria dos alemães (53%) quer uma coalizão SPD, Verdes e FDP. E 74% dos entrevistados consideram que CDU-CSU devem ir para a oposição.

Alguns pesos pesados da CDU, como o ministro da Economia, Peter Altmaier, parecem admitir a situação. 

"Pela primeira vez em 41 anos, o FDP e o SPD (e os Verdes) falam seriamente de uma coalizão", tuitou o ministro, próximo a Angela Merkel. 

"O trem do 'semáforo' acaba de sair da estação", completou, em referência às cores dos partidos que devem formar a aliança.

Altmaier disse que o partido deve "mostrar que aprendeu a lição" de 26 de setembro, depois que os conservadores receberam menos de 30% dos votos, algo que não se via desde 1950.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Trump anuncia planos para lançar nova rede social
Manhã na Clube: entrevistas com Teresa Leitão (PT), Fernandes Arteiro e José Teles
CPI da Pandemia recomenda indiciamento de Bolsonaro
Manhã na Clube: entrevistas com Sileno Guedes e com a nutricionista Joyce Alencastro
Grupo Diario de Pernambuco