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IMUNIZAÇÃO

Confira medidas tomadas por Biden para impulsionar a vacinação nos EUA

Publicado em: 10/09/2021 07:20

 (Foto: Brendan Smialowski/AFP)
Foto: Brendan Smialowski/AFP
Cerca de 80 milhões dos 335 milhões de norte-americanos (25% da população) ainda não se vacinaram. Para impulsionar a imunização contra a Covid-19 e desacelerar a propagação da variante Delta no país, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou a obrigatoriedade da vacinação para todos os funcionários públicos federais, em um prazo de 75 dias, sem a opção de testagem regular a quem recusar essa exigência. Também determinou às empresas privadas com mais de 100 trabalhadores que exijam a vacinação de todos os funcionários ou que se submetam a testes semanais para a detecção do Sars CoV-2. Com as duas medidas, a Casa Branca espera contemplar 100 milhões de cidadãos — ou dois terços da força de trabalho dos EUA. “Esta é uma pandemia dos não vacinados. Por favor, façam a coisa correta”, afirmou o democrata em discurso transmitido em rede nacional de televisão. “Nós protegeremos os trabalhadores vacinados dos não vacinados. Reduziremos a disseminação da Covid-19 ao aumentar a parcela da mão-de-obra imunizada em todas as empresas dos EUA.”

Além disso, o presidente exigirá que 17 milhões de profissionais de saúde em estabelecimentos que recebam fundos dos seguros Medicare e Medicaid completem o ciclo de imunização. Os funcionários públicos federais que não seguirem as exigências — detalhadas em uma ordem executiva assinada por Biden — estarão sujeitos a sanções disciplinares. O plano de Biden se concentra em seis pilares: vacinar os não vacinados; ampliar a proteção aos imunizados; manter as escolas abertas; intensificar a testagem e a exigência de máscaras; resguardar a recuperação econômica; e aprimorar os cuidados aos pacientes com a Covid-19.

“Uma clara minoria de americanos apoiados por uma clara minoria de funcionários de cargos eletivos impedem virar a página” (da pandemia), lamentou Biden. “Os não vacinados lotam nossos hospitais, estão saturando as salas de emergência e as unidades de cuidados intensivos e não deixam espaço para alguém com ataque cardíaco, pancreatite ou câncer”, acrescentou.

O presidente fez questão de descartar um debate sobre liberdades civis. “Não se trata de liberdade, nem de escolha pessoal. Trata-se de nos protegermos a nós mesmos e aos que nos cercam, às pessoas com quem trabalhamos, às pessoas que nos importam, às pessoas que amamos”, afirmou Biden. “Quando você tem entre 75 a 80 milhões de cidadãos aptos à imunização que não se vacinaram, você terá uma dinâmica de propagação contínua e latente da infecção. É muito frustrante, pois temos recursos ao nosso alcance para poder suprimir (a Covid-19)”, comentou o infectologista Anthony S. Fauci, principal consultor de Biden para o combate à pandemia. Até o fechamento desta edição, os EUA registravam 40,5 milhões de casos de infecção pela Covid-19 e 654.462 mortes.

As medidas anunciadas por Biden no que diz respeito às empresas privadas foram recebidas com preocupação pela oposição no Congresso. Os legisladores republicanos acusaram a Casa Branca de extrapolar sua autoridade com a exigência. “Soa muito parecido com uma ditadura”, tuitavam os republicanos da Câmara dos Representantes.

Especialistas
Krishna Udayakumar — diretor e fundador do Centro Duke de Inovação em Saúde Global da Universidade Duke —, acredita que “o anúncio feito por Biden de uma resposta doméstica mais robusta contra a Covid-19 foi necessário devido à situação preocupante dentro dos Estados Unidos”. “A declaração do presidente mostrou frustração crescente com a falta de progresso (da vacinação) e com a politização do tema nos EUA”, disse ao Correio. Para ele, a obrigatoriedade “é necessária para acelerar a vacinação no país, à medida que abordagens mais suaves não funcionaram totalmente”. O especialista também considera que o aumento na testagem e o apoio econômico fazem parte de uma resposta abrangente.
Professor de medicina da Universidade Johns Hopkins e da Universidade Georgetown e especialista em direito de saúde pública, Lawrence Gostin afirmou ao Correio que o plano anunciado por Biden para combater a Covid-19 é “ousado, audacioso e sem precedentes na história americana”. “Isso significa que quase todos os trabalhadores norte-americanos terão de ser vacinados. A medida tornará o ambiente de trabalho seguro e aumentará amplamente a cobertura da vacinação. Biden também age com plenos poderes legais, e os tribunais apoiarão seu plano. Creio que isso transformará a luta dos Estados Unidos contra a variante Delta”, comentou.

» Os pontos do plano
As principais decisões tomadas pela Casa Branca

Funcionários federais
Todos os funcionários do governo federal terão 75 dias para serem completamente imunizados, sem a opção de testagem regular. A medida deve impactar 2,5 milhões de norte-americanos. A medida consta de ordem executiva assinada pelo presidente Joe Biden.

Companhias privadas
O Departamento do Trabalho redigirá norma que exigirá que todas as empresas com mais de 100 funcionários exigem a imunização dos trabalhadores ou a realização de testes semanais para a detecção do coronavírus. A medida afetará 80 milhões de norte-americanos.

Passaporte da vacina
Locais de entretenimento, como arenas esportivas, grandes salas de concerto e outros locais de aglomeração terão que exigir dos clientes comprovantes de vacinação ou testes negativos na entrada.

Multas
As empresas que ignorarem essas determinações estarão sujeitas a multas de até US$ 14 mil (ou
R$ 72,8 mil) por transgressão.
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