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Secretário-geral da ONU apela aos EUA que retome o acordo nuclear de 2015

Publicado em: 06/07/2021 15:01

Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres (AFP/Khaled Desouki)
Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres (AFP/Khaled Desouki)
Segundo publicação da agência Reuters, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, recorreu ao governo de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, para que interceda em relação às sanções impostas ao Irã, conforme firmado no acordo de 2015. "Apelo aos EUA para suspenderem ou renunciarem às sanções delineadas no plano. Continuo a acreditar que uma restauração total do plano continua a ser a melhor maneira de garantir que o programa nuclear da República Islâmica do Irã permanece exclusivamente pacífico", disse Guterres, que também apelou ao Irã para que volte à implementação total do acordo.

Além disso, Guterres ainda pediu aos EUA para estenderem as isenções relativas ao comércio de petróleo com a República Islâmica do Irã e renovarem totalmente as isenções para projetos de não proliferação nuclear. O apelo do secretário-geral da ONU à Casa Branca acontece em meio às negociações para reativar o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), no qual o Irã aceitou restrições a seu programa nuclear em troca do levantamento de muitas sanções estrangeiras contra si. Já na próxima terça-feira (6) os membros do Conselho de Segurança da ONU irão se reunir para discutir o relatório bianual de António Guterres sobre a implementação da resolução de 2015 que engloba o acordo nuclear entre o Irã, EUA, França, Reino Unido, Alemanha, China e Rússia.

Em 2018, durante a administração de Donald Trump, o ex-presidente norte-americano abandonou na ocasião o pacto e voltou a impor sanções severas, o que levou o governo de Teerã a dar início à violação de alguns dos limites nucleares em 2019. A nação persa já conseguiu refinar urânio até uma pureza de 60%, muito acima do limite estabelecido de 3,67%, estando assim cada vez mais perto dos 90% necessários para a fabricação dos núcleos de bombas atômicas. Entretanto, o Irã garante que apenas pretende dar uso a sua energia nuclear para fins civis.

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