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PANDEMIA

Inglaterra vai abandonar as máscaras e distância contra Covid-19 em duas semanas

Por: AFP

Publicado em: 05/07/2021 16:15 | Atualizado em: 05/07/2021 16:26

 (Foto: Paul ELLIS / AFP)
Foto: Paul ELLIS / AFP
Usar máscara e respeitar o distanciamento físico não será mais obrigatório na Inglaterra a partir de 19 de julho, anunciou o primeiro-ministro Boris Johnson nesta segunda-feira (5), instando os britânicos a "aprenderem a viver" com o coronavírus sendo prudentes. 

Embora o número de novos casos esteja disparando para cerca de 25.000 por dia devido à variante Delta altamente contagiosa, graças às vacinas isso não se traduziu em um aumento acentuado de hospitalizações e mortes, disse ele, justificando sua decisão de acabar com todas as imposições legais em 15 dias. 
 
O Executivo também estabelecerá esta semana um sistema pelo qual britânicos totalmente vacinados poderão sair de férias para países da lista "âmbar", que inclui a Espanha e grande parte da Europa, sem precisar entrar em quarentena no retorno. 

"Temos que aceitar abertamente que se não suspendermos as restrições aproveitando a chegada do verão, quando o faremos?", disse Johnson em entrevista coletiva, destacando que as opções seriam fazê-lo no inverno - quando o vírus ganha mais força - ou "não fazer isso este ano".
 
Assim, a partir de 19 de julho, as casas de festa e outras casas noturnas poderão reabrir com a possibilidade de dançar e consumir no bar, não haverá limitações para reuniões privadas ou grandes eventos como shows ou festas, e acabará a campanha pelo teletrabalho. 

A imposição legal de uso de máscara em locais fechados e respeitando a distância de um metro e meio também será abandonada. 
 
Trocando obrigações pelo bom senso, o primeiro-ministro exortou a população a “aprender a conviver com o vírus”, seguindo conselhos, por exemplo, sobre como agir em locais lotados como o transporte público.

Flexibilização para a Eurocopa
 
Um dos países mais afetados pela pandemia na Europa, com mais de 128.000 mortes, o Reino Unido impôs um bloqueio rígido no início de janeiro, que começou a diminuir gradualmente no final de março. 
 
Restou apenas esta última etapa, inicialmente prevista para 21 de junho, mas atrasou quatro semanas devido ao surgimento da variante Delta, originalmente identificada na Índia, que agora é totalmente dominante no Reino Unido. 

No entanto, o governo já havia relaxado a proibição de grandes eventos para permitir que 60.000 torcedores comparecessem às semifinais e à final do Campeonato Europeu no Estádio de Wembley em Londres, com dois terços de sua capacidade. 

A primeira semifinal, entre Espanha e Itália, é na terça-feira e a seleção inglesa enfrenta a Dinamarca na quarta-feira. 
 
O grande afluxo de público gerou temores de que venha a surgir o que a imprensa britânica apelidou de "variante da UEFA". 

No entanto, o anúncio de Johnson diz respeito apenas à Inglaterra, já que Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte decidem suas próprias políticas de saúde e optam por um desconfinamento mais lento.



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